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09h05 07/05/2008

Galo tem lista extensa de promessas que não viraram craque

Para eternos ídolos atleticanos, como Reinaldo e Dario, falta de oportunidade e incapacidade para lidar com a fama, explicam insucesso.

Luiza Oliveira, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - No país em que o futebol é a preferência nacional, a cada dia surgem novos talentos e promessas. Mas, diante da grande expectativa criada em cima dos jovens atletas, muitos deles não conseguem se firmar. No Atlético-MG não é diferente e só nos últimos anos foram três os candidatos a craques que não vingaram.
O último deles é o meia Tchô, que serviu às seleções de base e desde que foi promovido ao profissional em 2005 sempre teve o apoio da torcida. Apontado como candidato a ídolo, ainda não vingou. Sua trajetória rumo ao estrelado, este ano, quando era considerado quase unanimidade como o nome certo para a camisa 10 do Galo, foi prejudicada por uma grave contusão. Ele sofreu, ainda na pré-temporada, fratura nos ossos da perna esquerda em um coletivo e até hoje se recupera da cirurgia para correção da lesão.
No ano passado, as atenções eram voltadas para o jovem atacante Paulo Henrique. Também revelado nas categorias de base do Galo, Paulo Henrique despertou a atenção quando, logo em sua estréia, marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. Mas o jovem nem teve tempo de provar seu valor já que foi negociado ainda durante o Nacional com o Heerenveen, da Holanda, por 2,5 milhões de euros.
Mas nos últimos anos, a grande revelação do Atlético foi o jovem Ramon. Aos 17 anos, o atleta era tão diferenciado que saiu da categoria juvenil direto para a profissional. Ramon passou nove anos no futebol amador alvinegro e teve diversas passagens pelas seleções brasileiras de base. Mas por problemas extra-campo, não demonstrou todo o seu potencial e acabou se transferindo para o Corinthians e em seguida para o CSKA, da Rússia. A razões para jogadores promissores não darem certo são muitas. Para o ex-atacante Dadá Maravilha, segundo maior artilheiro da história do Atlético com 211 gols, o jogador que desponta tem que saber lidar com a fama, o que muitas vezes vira um problema.
"É um perigo, o elogio é muito perigoso porque ilude, o cara acha que é o que não é. Começa a achar que é craque e se precipita, tem que subir degrau por degrau. E a fama é muito perigosa, você pensa que está acima do bem e do mal. Foi o caso do Ramon que gostava de sair e perdeu o foco", disse Dario.
O ex-craque Reinaldo, maior ídolo da história do alvinegro, considera que muitas vezes é criada grande expectativa em cima de um jogador, mas nem sempre lhe é dada a oportunidade.
"O mercado é amplo, tem vários jogadores e é complicado todo mundo dar certo. É uma questão de oportunidade também, às vezes criam muita expectativa, mas o atleta tem que ter a oportunidade para provar e nem sempre ele tem", comentou. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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