


|



09h01 14/05/2008

Homens de confiança de Adilson viram "pau para toda obra"

Meia Marquinhos Paraná e os volantes Fabrício e Henrique, contratados pelo Cruzeiro por indicação do técnico, estão sempre jogando.

Luiza Oliveira, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - Todo treinador tem seus homens de confiança que o deixam tranqüilo na boca do túnel quando estão em campo. No caso do Cruzeiro, o técnico Adilson Batista tem três comandados considerados "pau para toda obra" que, independente da posição, estão sempre no time. São eles, os volantes Fabrício e Henrique e o versátil meia Marquinhos Paraná.
Os três atuaram com o treinador celeste no Jubilo Iwata, no Japão, e apesar de chegarem com desconfiança da torcida, Adilson sempre apostou neles e se manteve firme em sua opção. Henrique e Marquinhos Paraná o acompanharam também no Figueirense, de Santa Catarina.
O último é o caso mais evidente da preferência do treinador. Paraná é o jogador que mais atuou este ano ao lado do goleiro Fábio. Das 26 partidas disputadas pelo Cruzeiro na temporada, ele esteve em campo em 25, ficando de fora apenas da vitória sobre o Guarani, por 3 a 2, em 16 de fevereiro, em Divinópolis, pelo Campeonato Mineiro
Dessas partidas, em 22 ele foi titular e em outras três entrou no decorrer do jogo. Paraná é o típico atleta polivalente defendido por Adilson. Ele já atuou como meia, lateral-direito, lateral-esquerdo, volante e até zagueiro.
Os outros dois também não ficam muito atrás. Mesmo sem condições de atuar por dois meses após ser submetido a uma cirurgia para a correção de uma hérnia inguinal, em 25 de fevereiro, Fabrício atuou em dez jogos nesta temporada, sendo nove como titular.
Ele esteve em campo no time titular contra Uberaba e Atlético, pelo Estadual, Real Potosí, San Lorenzo e duas vezes contra o Cerro Porteño e Boca Juniors, todos pela Libertadores, além do confronto contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, no último sábado.
Já Henrique foi o último deles a entrar em campo vítima de seguidas contusões no início do ano. Ainda na pré-temporada, durante um jogo-treino, o volante sofreu duas fraturas no tornozelo esquerdo. Assim, só fez sua estréia na vitória sobre o San Lorenzo por 3 a 1, em Ipatinga, pela Copa Libertadores, no dia 3 de abril.
Mas depois atuou em quase todos os jogos, dez, sendo seis como titular. Assim como Paraná, Henrique já mostrou sua versatilidade ao atuar como lateral-direito contra o Boca Juniors, em La Bombonera, e zagueiro contra o Ituiutaba, pela semifinal do estadual. Apesar de não ter se saído tão bem na empreitada nem por isso perdeu prestígio com o treinador.
Adilson Batista garante que não existe privilégio e que as escolhas são feitas de acordo com o momento de cada um e com as características do adversário seguinte. "Não tem preferência. Ás vezes vocês passam que eu tenho determinadas preferências e eu não tenho. Não tem olho azul, não tem branco, não tem moreno, não tem quem vem do Sul ou do Nordeste", afirmou o treinador, referindo-se aos jornalistas que fazem a cobertura do Cruzeiro.
"Eu procuro observar o dia-a-dia aqui, dentro do que eu acho importante, eu também observo o adversário, se determinado jogador vai me dar uma contribuição maior naquele jogo. É isso que eu trabalho", acrescentou Adilson Batista, que não hesita em fazer improvisações, deixando especialistas no banco. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
|
 |
|

|