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08h15 14/05/2008

Estádio Santa Cruz renasce em 2008

Campo de Ribeirão Preto passa por reformas e volta a ver clássicos com grandes públicos e partidas decisivas

Jorge Corrêa, especial para o Pelé.Net
Depois de ficar muitos anos esquecido, até mesmo por não estar liberado pelos órgãos públicos de infra-estrutura para receber partidas de futebol, o estádio Santa Cruz, de propriedade do Botafogo de Ribeirão Preto, voltou a ser destaque no ano de 2008.
| OS GRANDES PÚBLICOS |
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 | 30/07/1995 Primeira final do Paulista Palmeiras 1 X 1 Corinthians Público: 40.317 pagantes Renda: R$ 673.819,00 |
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30/07/1995 Segunda final do Paulista Corinthians 2 X 1 Palmeiras Público: 46.594 pagantes Renda: R$ 673.819,00 |
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20/05/2001 Primeira final do Paulista Botafogo-SP 0 X 3 Corinthians Apesar da casa cheia, público e renda não foram divulgados na época e até hoje são desconhecidos |
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30/01/2008 Primeira fase do Paulista Sertãozinho 0 X 0 Corinthians Público: 25.444 pagantes Renda: R$ 704.765,00 |
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16/02/2008 Primeira fase do Paulista Juventus 0 X 4 Palmeiras Público: 20.833 pagantes Renda: R$ 536.860,00 |
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08/03/2008 Primeira fase do Paulista Portuguesa 2 X 0 São Paulo Público: 22.443 pagantes Renda: R$ 564.630,00 |
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16/02/2008 Primeira fase do Paulista Juventus 0 X 4 Palmeiras Público: 20.833 pagantes Renda: R$ 536.860,00 |
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16/03/2008 Primeira fase do Paulista Palmeiras 4 X 1 São Paulo Público: 28.422 pagantes Renda: R$ 829.500,00 |
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13/05/2008 Quartas da Copa BR São Caetano 1 X 3 Corinthians Público: 21.437 pagantes Renda: R$ 613.265,00 |
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Em pouco mais de cinco meses, já foram cinco partidas com uma média de 24 mil torcedores (sendo que sua capacidade atual é de 28.500 lugares). O campo do interior de São Paulo não vê um público tão grande desde a final do Campeonato Paulista de 2001, entre Corinthians e o Botafogo, e as duas partidas de decisão do estadual de 1995 entre Palmeiras e Corinthians.
Segundo o atual presidente do clube ribeirão-pretano, Virgílio Pires Martins, esse resgate do Santa Cruz se deve ao trabalho que está sendo feito em sua gestão. "Vejo esse interesse pelo estádio com bons olhos. Desde que essa administração assumiu o Botafogo em novembro do ano passado, estamos fazendo um trabalho de reconstrução do time e do estádio."
"Desde então, conseguimos a liberação dos bombeiros e as partidas vieram para cá. Como o público da cidade e da região gosta muito de futebol, está sendo um sucesso", disse o mandatário. "Estamos com um importante retorno financeiro, o estádio está tendo um público bom nessas partidas. Não é muito dinheiro, mas é uma renda razoável, que ajuda o clube."
Para Virgílio Pires Martins, o principal problema para o estádio receber mais partidas é a concorrência com os campos da capital. "É uma dificuldade ter estádio em São Paulo, ainda mais concorrendo com outros campos como o Morumbi e o Pacaembu. Depois que o Santa Cruz foi liberado pelos bombeiros, colocamos à disposição da FPF."
Novos desafios Neste ano, o Botafogo de Ribeirão Preto conseguiu voltar à elite do futebol paulista e quer usar o estádio como arma para o próximo Estadual. "Queremos entrar completamente estruturados na Série A-1 do ano que bem. Vamos começar agora o planejamento para a próxima fase de reformas, que vão ser realizadas no segundo semestre", disse o presidente do clube.
Segundo o mandatário do time do interior de São Paulo, muito já foi feito. Corrimão, parapeito, luzes de emergência, alojamentos, vestiários e banheiros já estão reformados. E mesmo estando feliz com o público deste ano, ele acha que o campo comportaria mais pessoas. "Poderíamos receber tranquilamente 40 mil pessoas."
Apesar de ainda não ter nada programado, o clube não descarta a possibilidade de sediar mais jogos este ano. "Somos parceiros do São Caetano e já ouvimos que Corinthians e Palmeiras se interessariam em jogar aqui. Fico muito feliz com isso e mesmo com as reformas, poderíamos receber essas partidas."
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