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07h01 29/07/2008

Empresários buscam alianças para driblar 'império' Traffic/DIS

Com o crescimento do poder de investidores no futebol, agentes bolam alternativas para seguirem no mercado

Bruno Thadeu, especial para o Pelé.Net
SANTOS - A ascensão vertiginosa dos fundos Traffic e DIS tem causado reações distintas entre empresários do meio futebolístico. Temendo enfraquecer em meio à dinastia dos dois grupos, alguns agentes optam por se unir a esses investidores, repartindo os direitos econômicos de atletas.
| "Eu acho que é uma questão de o jogador ser bom. Não vejo um clube abrir mão de um talento pelo fato de o agente ser pequeno. No nosso relacionamento com todos os jogadores, não temos a mínima ingerência no clube", diz Felipe Lobo Faro, diretor de negócios de futebol. |
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| TRAFFIC RESPONDE |
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Outra parte prefere redirecionar o foco de atuação: ao invés de negociar atletas para as grandes e médias equipes nacionais -muitas delas já cooptadas por DIS e Traffic- esses empresários optam por transacionar jovens brasileiros para fora, sobretudo para o Leste Europeu, onde se torna mais fácil a vitrine para a Copa da Uefa, segunda maior competição entre clubes da Europa.
O modelo de gestão empresarial no futebol difundido pela Traffic desperta a atenção de terceiros, interessados na implantação de metodologia semelhante.
Impressionados com os valores envolvidos em transações no futebol brasileiro, um grupo de empresários do exterior costura aliança para estabelecer sede no Brasil e, dessa forma, sonha em peitar Traffic e DIS no médio prazo.
Intermediador desse pool de investidores que está de olho no Brasil, o empresário Ricardo Mendes prevê a chegada do capital estrangeiro, não só no país, mas em toda América do Sul, no início de 2009.
Ex-volante do Corinthians, Marcelo Mattos, atualmente no Panathinaikos, da Grécia, será o primeiro atleta vinculado a esse novo grupo de investidores. Ele está sendo negociado para o futebol espanhol.
"São empresários espanhóis, italianos, holandeses e americanos, que já deram sinal de que vão começar a investir no Brasil, com maior volume em 2009. Será feita uma espécie de 'bolsa de atletas', em que cada investidor entra com uma quantia, que será convertida em ações", explica Mendes.
| Quando o clube quer, ele pega um jogador. Como o mercado está aquecendo, os valores ficam cada vez maiores. Portanto, se você não tem um capital razoável no futebol, é difícil fazer negócios, principalmente com os clubes grandes, afirma Thiago Ferro, representante da DIS. |
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| GRUPO DIS RESPONDE |
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Segundo empresários consultados pelo Pelé.Net, que preferiram não ter seus nomes revelados por temerem retaliações, a proliferação dos fundos de investimentos no futebol nacional se deveu em boa parte graças à conivência de clubes e dirigentes, que "boicotam" terceiros, fechando portas para quem não participa do bolo.
A conduta tendenciosa de treinadores, voltados a atender apenas determinados agentes, também teria contribuído para o avanço das grandes corporações, ainda segundo os empresários ouvidos pelo Pelé.Net.
Para enraizar o trabalho desses profissionais no futebol brasileiro, novos clubes estão sendo criados no país e outros tantos times pequenos já existentes são adquiridos para servir também como base para o registro de direitos federativos de atletas vinculados a determinado fundo. O Iraty, do Paraná, é um exemplo. Da mesma forma, o nanico Internacional de Bebedouro-SP está na mira de investidores estrangeiros. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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