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08h34 01/08/2008

'Ex-rivais', goleiros minimizam duelos passados pela camisa 1

Tradicional escola de goleiros do Palmeiras proporcionou acirradas disputas pela titularidade, mas Marcos e seus ex-concorrentes adotam tom conciliador

Carlos Padeiro*, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - Considerado por muitos torcedores o maior goleiro da história do Palmeiras, Marcos teve concorrentes à altura pela camisa 1 alviverde. No início de sua carreira, o titular era Sérgio. Depois, ele foi reserva de Velloso. Mais recentemente, devido às seguidas lesões que sofreu, viu o crescimento de Diego Cavalieri.
Após disputar esporadicamente algumas partidas como titular, na ausência de Velloso, Marcos obteve a preferência do técnico Luiz Felipe Scolari em 1999. Sem espaço, Velloso pediu para sair, depois de ser campeão da Copa Libertadores da América como goleiro suplente, e se transferiu para o Atlético-MG.
O ex-jogador, porém, nega que deixou o time paulista por causa de Marcos. "Não saí por causa da ascensão dele. Eu queria ter saído antes do Palmeiras, tinha pedido para o Luiz Felipe [Scolari] para rescindir o meu contrato. Mas o Felipão quis que eu ficasse para a Libertadores. Ele achava que a minha permanência era importante para o time. Então, saí depois", recorda Velloso.
O atual arqueiro palmeirense também minimiza os duelos da década de 90. "O Velloso é meu ídolo e sou até suspeito para falar dele. Foi campeão brasileiro e teve uma história no clube. O Sérgio estava no time que saiu da fila do Paulista e do Brasileiro [em 1993] e também tem representatividade para o clube", comenta.
No século 21, Diego Cavalieri pintou como o sucessor de Marcos. Foi titular durante boa parte de 2006 e em quase todos os jogos de 2007. Porém, neste ano, o pentacampeão mundial se recuperou das seguidas lesões que sofrera, e o técnico Vanderlei Luxemburgo apostou no seu retorno.
Preterido, Cavalieri se transferiu para o Liverpool, da Inglaterra, em julho. "Tive oportunidades e acredito que me saí bem. A torcida sempre me apoiou, e nunca tive qualquer tipo de frustração por ser reserva do Marcos. Nunca me senti sendo a sombra dele quando estava na reserva e nem me preocupei com ele quando eu era o titular. Nosso relacionamento sempre foi fantástico", destaca o atleta de 25 anos.
"O Diego teve um momento de afirmação. Começou como aposta e tornou-se realidade em dois Campeonatos Brasileiros, comprovando sua capacidade", observa Marcos. "Não precisa ser titular para provar que é bom. O Diego, quando jogou, demonstrou sua qualidade, e acredito que essa credibilidade que o Brasil formou no gol tem ajudado os goleiros mais jovens a sair", conclui, referindo-se ao êxodo recente dos goleiros brasileiros para a Europa.
"Na verdade, o Marcos costumava brincar que o sucessor dele não era eu, porque achava que eu estaria na Europa rapidamente. A profecia acabou se concretizando. A história dele serve de inspiração, mas procurei aproveitar as oportunidades que apareceram para mim. Cada um construiu a sua história, mas ele é um espelho dentro e fora de campo", acrescenta Cavalieri.
Ele e Velloso concordam que Marcos é o melhor goleiro com quem trabalharam no futebol. "Fica difícil falar, mas acho que, pela trajetória, o Marcos foi o melhor goleiro com quem trabalhei. Se eu tivesse que disputar posição com ele [a partir de 1999], não sei quem ganharia, não tenho bola de cristal, mas não seria fácil", aponta Velloso.
"Marcos, pra mim, é o melhor goleiro que vi jogar e sempre foi a mesma pessoa: atencioso, brincalhão e alegre, sempre disposto a ajudar. Ele merece todas as homenagens possíveis, porque defende com muita honra o gol do Palmeiras. Além disso, foi um dos destaques na conquista da Copa de 2002. É um craque", finaliza o jogador do Liverpool.
*Colaboraram Felipe Munhoz e Thales Calipo UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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