08h14 14/08/2008

No Cruzeiro, em time que está ganhando se mexe sim

Adilson Batista se caracterizou ao longo do primeiro turno do Brasileiro pelas mudanças constantes no time, independente das vitórias.

Thiago Nogueira, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - Uma das mais conhecidas máximas do futebol, aquela que diz que "em time que está ganhando não se mexe", tem sido constantemente desafiada pelo técnico do Cruzeiro, Adilson Batista. Nas 19 rodadas do primeiro turno do Brasileirão, o treinador só colocou em campo os mesmos 11 titulares em duas partidas, ainda no início do certame.
| GRUPO FORTE É ALIADO CELESTE |
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Site oficial do Cruzeiro/Divulgação  Lateral Jadílson foi substituído em sete dos 16 jogos em que foi titular no Brasileirão. | | Dois jogadores refletem bem a cara eclética do elenco do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro: o lateral-esquerdo Jadílson e o meia Gerson Magrão. O primeiro, titular em 16 dos 19 jogos da equipe, acabou substituído em sete ocasiões por opção tática do treinador. O segundo foi contratado junto ao Ipatinga com o campeonato já em andamento e só estreou na 11ª rodada. |
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| O meia celeste esteve em campo nas nove últimas partidas da equipe, quatro delas como titular. O jogador têm sido a alternativa de criação no meio-campo nas ausências de Wagner. Gerson Magrão credita o até então o segundo lugar do Cruzeiro à qualidade do elenco celeste. |
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| "Isso prova que não são só os 11 ali. Temos um banco excelente, correspondendo à altura", disse Gerson Magrão, citando como importante as entrada dos volantes Henrique e Elicarlos, quando foram acionados pelo treinador. "Todos que são convocados ou os que não são relacionados tem condições de serem titular", completou. |
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| Jadílson, mesmo não contente quando substituído algumas vezes, acredita que está cumprindo as determinações do treinador. "Acho que venho fazendo o que o professor vem pedindo. Sou um jogador que não me machuco muito. Acho que estou atravessando uma boa fase e espero crescer cada vez mais na competição", afirmou o lateral-esquerdo celeste. |
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| LEIA NOTÍCIAS DO CRUZEIRO | Superando obstáculos como contusões de jogadores e atletas suspensos por cartões, o time mineiro conseguiu fechar o primeiro turno na vice-liderança da competição nacional. Mas as mudanças de Adilson Batista não foram motivadas apenas por cartões ou lesões. O comandante celeste também alterou o time por opção tática.
No jogo contra o Fluminense, por exemplo, pela 15ª rodada, vencido pelo Cruzeiro, por 3 a 1, o meia Gerson Magrão atuou como quinto homem de meio-campo, mas com a missão de auxiliar o artilheiro Guilherme no setor ofensivo. E o ataque cruzeirense tem dado muita dor de cabeça ao seu técnico.
Após a saída do atacante Marcelo Moreno, negociado em maio com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, Adilson Batista testou Weldon, Jajá, Reinaldo Alagoano, Fabinho, Jonathas e Rômulo, além de improvisar os meias Wagner, Gérson Magrão e Marcinho, que até já foi emprestado ao Kashima Antlers, do Japão. A recente aposta do treinador para formar dupla com Guilherme é Wanderley, ex-Ponte Preta, que estreou na derrota para a Portuguesa, por 2 a 1. Em todo o campeonato, o Cruzeiro utilizou 30 diferentes jogadores. Na única vez que o time foi repetido, começaram jogando Fábio; Marquinhos Paraná, Thiago Heleno, Espinoza e Jadílson; Fabrício, Charles, Ramires e Wagner; Guilherme e Jajá.
"É humanamente impossível você jogar 74 jogos com a mesma equipe. O atleta não suporta. Ele vai cair com 55 jogos. Essa curva vai lá para baixo", comentou Adilson Batista, referindo-se a toda a temporada e justificando as mudanças na equipe, mesmo em casos de vitórias.
"Você tem que observar isso. Tem hora certa de trocar determinados jogadores. Têm jogos que você pode fazer esse tipo de revezamento, outros não. A gente tem trabalhado assim e tem dado certo", avaliou Adilson Batista, que só não abre de um importante detalhe: o esquema tático 4-4-2.
Os preferidos
Somente o goleiro Fábio e o meia Marquinhos Paraná, que tem atuado muito mais pela lateral direita, participaram de todos os jogos da equipe cruzeirense no campeonato. O zagueiro Thiago Heleno esteve em campo em 17 partidas.
A lista dos cruzeirenses que mais aturam no Brasileiro segue com o volante Charles, o zagueiro Espinoza, o lateral-esquerdo Jadílson e o atacante Guilherme, todos com 16 jogos, e Wagner, presente no meio-campo celeste em 14 partidas.
Ao longo do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, por causa de suspensão por cartões, a Raposa não pôde contar com oito de seus jogadores: Ramires, Charles, Thiago Heleno, Weldon, Jonathan e Guilherme, que cumpriram punição pelo terceiro cartão amarelo, além de Thiago Martinelli e Marcelo Moreno (não está mais no clube), que receberam o cartão vermelho.
No quesito contusões, o meia Wagner é o atleta que mais tem dado trabalho ao Departamento Médico celeste nas últimas semanas. O volante Fabrício, o atacante Weldon e o lateral-direito Jonathan também estiveram em tratamento por um bom tempo.
O último, inclusive, segue em tratamento. Dois atletas também desfalcaram ou desfalcam o time por motivos diferentes. O zagueiro Espinoza chegou a ficar fora da equipe por deficiência técnica, mas retomou a condição de titular. Já o volante Ramires está desfalcando o time porque está disputando os Jogos Olímpicos de Pequim.
Após a partida contra a Portuguesa, que encerrou a primeira metade da competição nacional para o Cruzeiro, Adilson Batista falou em poupar jogadores mesmo que, para isso, tenha que desagradar críticos e torcedores.
"Precisamos analisar com cuidado, fazer algumas trocas que a gente acha que é importante devido ao desgaste. Mas aí estamos inventando, (o time) perde-se. Tem algumas situações que, às vezes, você prevê dificuldades", observou o técnico do time mineiro. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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