08h03 13/11/2008

Charanga funciona como "termômetro" para o time do Galo

Atuais jogadores e ex-atletas do Atlético-MG dizem que a banda ajuda a ditar o ritmo do time quando joga no Mineirão.

Bernardo Lacerda, do Pelé.Net*

BELO HORIZONTE - Sempre atuante nos jogos do Atlético-MG, nos últimos 40 anos, a Charanga do Galo funciona como espécie de termômetro do desempenho do time nos jogos no Mineirão, de acordo com a avaliação de atuais e ex-jogadores do Atlético-MG.

Bruno Cantini/site oficial do Atlético-MG
Bruno Cantini/site oficial do Atlético-MG
Dario Peito de Aço lembra que o Galo muitas vezes foi no embalo da charanga.
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"A charanga ditava o ritmo da partida, do time, quando ela se empolgava o time ia atrás é incrível a força que instrumentos têm com o Atlético", observou o ex-atacante Dario, o folclórico Dadá Maravilha.

O "Peito de Aço", como era chamado, lembrou da época em que vestia a camisa do clube alvinegro e jogava no Mineirão. "Quando a torcida do Atlético começava a gritar o time se inflamava, os jogadores corriam como loucos dentro de campo. Era difícil a gente ser derrotado com o torcedor ao nosso lado, éramos praticamente imbatíveis", recordou.

Na época em que atuava no Atlético, o atacante, um dos maiores ídolos da história centenária do clube tinha, a força da charanga não também nos principais jogos da equipe fora de Belo Horizonte. "Aqui em Belo Horizonte ela era incrível, inflamava a equipe. E fora, quando iam com a gente, ela calava a torcida adversária, que muitas vezes ficava de boca aberta com a força e importância da charanga", revelou Dadá.

Já o jovem lateral-direito Sheslon, disse que consegue, dentro do gramado, nos jogos ouvir a charanga e a torcida do Atlético como um todo cantando e empurrando o time. "A gente consegue sim, ouve também a torcida gritando. Isso é muito importante, inspira o time para ir para frente", disse o jogador formado na base. "É muito importante a charanga para a gente também", acrescentou.

No passado, o envolvimento entre charanga e jogadores era mais próximo. O massagista Belmiro, no Galo há muitos anos, lembra que a banda costumava atender a pedidos de atletas para tocar músicas na hora das partidas. "Alguns jogadores pediam as músicas preferidas da época, as músicas que na época eram sucesso, badaladas. Eles pediam e a charanga tocava", lembrou.

Outro ex-jogador atleticano, que se lembra com carinho da banda atleticana é o ex-ponta, Paulo Isidoro. "É um marco do clube. É algo diferente, incrível, único. Nunca vi nada parecido com a Charanga do Galo. Eles são incríveis e devem ser sempre lembrados, aplaudidos e homenageados, pois são importantes para a história do clube", comentou.

Dario tem a mesma opinião de seu ex-companheiro de Atlético. Para ele, a charanga deveria receber mais homenagens do clube e de outros torcedores e jogadores. "A Charanga do Galo é um patrimônio do clube, não consigo ver a arquibancada, a torcida sem a charanga ao lado. Acho que isso tem de ser homenageado sempre pelo clube, pois é incrível a força da charanga e da torcida", disse.

Outro jogador do atual elenco atleticano, acostumado a ouvir o seu nome gritado pelos torcedores, com o famoso grito "Olê Marques", desde a sua primeira passagem pelo clube mineiro, diz ter um carinho grande pela Charanga do Galo.

"A charanga já faz parte da história do Atlético. O Mineirão sem eles tocando lá não é a mesma coisa. É muito importante como os grandes ídolos que passaram pelo Atlético. Tenho um carinho muito grande por todos os torcedores", comentou Marques, que disse jogar no Mineirão, no ritmo da charanga. "Aqui no Atlético é assim que tem que ser", disse.

* Colaborou o repórter Thiago Nogueira



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