12h02 04/03/2009

Remodelada, Série C ganha status de 'Robin Hood' do futebol brasileiro

Nova fórmula divide participantes em dois grupos regionais, fato que beneficia, principalmente, os times do Norte, de acordo com a CBF

Thales Calipo, especial para o Pelé.Net
A história de Robin Hood é velha conhecida do público. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no entanto, vislumbra ter a sua própria versão do herói que roubava dos ricos para dar aos pobres. O objeto em questão é a Série C do Campeonato Brasileiro que, a partir desta temporada, terá uma fórmula relativamente parecida a das duas principais divisões nacionais.
Vista como escopo do futebol nacional até o ano passado, já que comportava mais de 60 times, a Terceirona passará a ter 20 clubes, que serão divididos em dois grupos. Em turno e returno, os quatro melhores de cada lado se enfrentam no sistema de mata-mata, até a definição do campeão do torneio. Os semifinalistas, no entanto, já estarão garantidos na Série B de 2010, já que quatro equipes subirão.
"Dividimos a Série C com uma régua. Fizemos um traço no meio do mapa. Ficaram dez clubes para cada lado e será essa a divisão", explicou Virgilio Elísio, diretor de competições da CBF, durante viagem a Rio Branco, há duas semanas.
Apesar de ainda não estarem fechados, um grupo deve contar com Rio Branco (AC), Águia de Marabá (PA), Paysandu (PA), Sampaio Corrêa (MA), Icasa (CE), ASA (AL), Confiança (SE), Salgueiro (PE), CRB (AL) e Luverdense (MT), enquanto o outro terá Brasil de Pelotas (RS), Guaratinguetá (SP), Ituiutaba (MG), Marcilio Dias (SC), Criciúma (SC), Caxias (RS), América (MG), Marília (SP), Gama (DF) e Mixto (MT).
Aglutinando clubes de regiões próximas no mesmo grupo, a CBF espera que esta fórmula beneficie os times com menos tradição, que estão no Norte e Nordeste. Em contrapartida, a entidade analisa uma situação completamente oposta com os participantes do Sul e Sudeste.
| DIVISÃO DA SÉRIE C DO BRASILEIRO |
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| GRUPO DE CIMA | GRUPO DE BAIXO |
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| Águia de Marabá (PA) | América (MG) |
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| ASA (AL) | Brasil de Pelotas (RS) |
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| Confiança (SE) | Caxias (RS) |
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| CRB (AL) | Criciúma (SC) |
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| Icasa (CE) | Gama (DF) |
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| Luverdense (MT) | Guaratinguetá (SP) |
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| Paysandu (PA) | Ituiutaba (MG) |
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| Rio Branco (AC) | Marcílio Dias (SC) |
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| Salgueiro (CE) | Marília (SP) |
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| Sampaio Corrêa (MA) | Mixto (MT) |
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"É inegável que os clubes da parte de cima levam vantagem, pois pegarão adversários mais fracos. Acho que foi bom para eles", completou Elísio.
Dentro do grupo "prejudicado", o Criciúma faz a mesma leitura do dirigente da CBF. Para Waldeci Rampinelli, diretor de futebol do clube catarinense, a fórmula de disputa da Série C foi aprimorada, mas as equipes do Norte acabaram sendo beneficiadas.
"Achamos que a Série C está bem melhor do que no ano passado. As coisas estão melhorando. Mesmo assim, a chave de cima, teoricamente, está em um nível um pouco inferior, o que facilita a eles. Mas também não poderíamos ter uma grande mudança no regulamento, mas sim uma melhora gradativa, como aconteceu", analisou Rampinelli.
Já Paysandu, por outro lado, representante do grupo de cima, prefere minimizar a suposta facilidade da sua chave, criticando a qualidade técnica como um todo da Série C e colocando todos os times, independentemente de divisões, no mesmo nível.
"A Série C será regionalizada, e isso melhora estupidamente a programação. Por outro lado, a competição será muito equilibrada, apesar de nivelada por baixo. Acho que existem só uns seis clubes um pouco à frente", afirmou Isaias Burlamaqui de Morais, diretor financeiro do Paysandu. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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