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12h03 04/03/2009

CBF nega ajuda financeira, e clubes já preveem problemas

Diretor afirma que entidade irá priorizar os gastos com a Série D, e participantes da Terceirona já falam em problemas para disputar a competição

Thales Calipo, especial para o Pelé.Net
A Série C foi remodelada. Isso, no entanto, não significa que todos os participantes da Terceirona estão plenamente satisfeitos por disputar o torneio. Mesmo com uma nova fórmula e a redução para 20 times, a competição ainda pesa, e muito, no orçamento das equipes. Para piorar a situação, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), responsável pela disputa, já confirmou que não ajudará ninguém com dinheiro, deixando dirigentes temerosos.
| DIVISÃO DA SÉRIE C DO BRASILEIRO |
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| GRUPO DE CIMA | GRUPO DE BAIXO |
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| Águia de Marabá (PA) | América (MG) |
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| ASA (AL) | Brasil de Pelotas (RS) |
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| Confiança (SE) | Caxias (RS) |
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| CRB (AL) | Criciúma (SC) |
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| Icasa (CE) | Gama (DF) |
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| Luverdense (MT) | Guaratinguetá (SP) |
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| Paysandu (PA) | Ituiutaba (MG) |
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| Rio Branco (AC) | Marcílio Dias (SC) |
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| Salgueiro (CE) | Marília (SP) |
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| Sampaio Corrêa (MA) | Mixto (MT) |
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"A CBF não vai ajudar financeiramente os clubes da Série C. Agora temos a [Série] D para olhar, pois achamos que o filho já cresceu. Faremos de tudo para que os clubes tenham boas condições, ainda mais durante essa crise, que é séria, mas não daremos dinheiro", afirmou Virgílio Elísio, diretor de competições da CBF.
Mesmo com o cronograma de gastos ainda sendo desenvolvido pela maioria dos clubes, a expectativa de alguns é que a disputa dos 18 jogos da primeira fase possa consumir, em uma conta otimista, cerca de R$ 500 mil. Brigar pelo título pode significar um acréscimo de até 60% deste valor, conforme a distância a ser percorrida, de acordo com dirigentes.
Por isso, os participantes da Série C ainda mantêm esperanças de que a CBF dará algum tipo de suporte financeiro. Para isso, alguns fazem verdadeiros apelos, já temendo o pior se a ajuda de custos realmente não sair.
"O Criciúma não tem informação sobre os custos, mas se a CBF não pagar, acho que o nível técnico será baixo, e a debandada vai ser grande. As equipes do Sul, que têm mais estrutura, vão tentar se virar, mas e os outros? Se não tiver participação financeira em passagem e hospedagem, a presença de muitos ficará comprometida", afirmou Waldeci Rampinelli, diretor de futebol do time catarinense.
"Nunca é barato para nós, até por conta das nossas distâncias. Para piorar, a CBF demora a se posicionar sobre os custos, e até agora não confirmou se vai pagar passagens e hospedagens", completou Isaias Burlamaqui de Morais, diretor financeiro do Paysandu.
Sem o dinheiro da CBF, os times buscam formas alternativas de receita. O próprio Paysandu, por exemplo, fechou uma parceria com o governo estadual. O acordo rende ao clube R$ 150 mil mensais, e inclui a cessão dos direitos de transmissão das suas partidas à emissora estatal.
"Está uma briga com a CBF, porque ela quer negociar [os direitos de transmissão], mas nós também queremos. Estamos conversando com representantes da Globo, Band e Record, mas a única certeza é que nossos jogos em casa serão transmitidos pela TV Cultura local", explicou Morais.
Uma das soluções para esse imbróglio poderia ser a entrada de um gestor na competição. A FBA, que já faz esse trabalho na Série B e tem entre seus filiados alguns participantes da Terceirona, chegou a ser sondada, mas não houve acordo com a CBF.
"A Série C será gerenciada pela CBF, essa é a informação que o Virgílio [Elísio] me deu. Mesmo assim, todos os clubes que estão na Série C terão a nossa atenção. Daremos assessoria jurídica e administrativa, mas só não ajudaremos financeiramente porque também não temos condições para isso", disse José Neves Filho, presidente da FBA, em referência a Paysandu, CRB e Criciúma, membros da entidade que comanda e que disputarão a Série C este ano.
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