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07h01 04/03/2009

Rivais mineiros utilizam atletas da base em ritmo diferente

Necessidade faz o Atlético-MG recorrer a um número grande de jovens, enquanto o Cruzeiro lança revelações de forma gradual.

Gustavo Andrade, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - Maiores rivais do futebol mineiro, Atlético-MG e Cruzeiro apresentam políticas distintas quanto ao aproveitamento na equipe profissional de jogadores formados nas categorias de base. Enquanto no time alvinegro, o técnico Emerson Leão tem aberto espaço para jovens jogadores, no Cruzeiro, Adilson Batista opta por utilizar atletas experientes.
A distinção fica clara quando são observadas as escalações das duas equipes no clássico disputado pela primeira fase do Campeonato Mineiro, em 15 de fevereiro último, no Mineirão, quando o Cruzeiro saiu vitorioso. Pelo lado alvinegro, sete dos 14 jogadores que participaram da partida foram formados nas categorias de base do clube: Marcos Rocha, Werley, Leandro Almeida, Welton Felipe, Thiago Feltri, Yuri e Éder Luís.
Já na equipe celeste, apenas três dos 14 atletas utilizados por Adilson Batista iniciaram a carreira profissional na Toca da Raposa. São eles o lateral-direito Jonathan, que entrou durante o clássico, o zagueiro Thiago Heleno e o meia Gérson Magrão, que começaram atuando.
Para Leão, o aproveitamento dos jovens jogadores deve ser gradativo. "Você não pode lançar um jogador só pelo aspecto de lançar se você vai colocá-lo em uma fria. Aí, você estraga, retarda em um ou dois anos esse atleta. Então, precisa ter muito cuidado. Precisa ter coragem, é bem verdade, mas muito cuidado", analisou.
Segundo o treinador atleticano, a dificuldade financeira do clube é determinante para o uso de diversos jogadores vindos das categorias de base. "Logicamente a falta de maiores recursos do nosso time dá motivos para você antecipar e observar jogadores que venceriam etapas mais para frente", explicou.
Na atual temporada, Leão levou a campo 14 jogadores formados no clube. O treinador promoveu a estreia do lateral Marcos Rocha, do atacante Kléber, do armador Chiquinho e do zagueiro Samuel. O também zagueiro Werley foi escalado pela primeira vez na equipe titular sob o comando do treinador. Entre os 32 jogadores relacionados no elenco atleticano pelo site oficial do clube, 20 foram formados em casa.
Leão acredita que o aproveitamento tão cedo surpreendeu os jogadores. "Eles não esperavam jogar, essa é a verdade, e começam a jogar. Temos muitos jovens que estão jogando, isso é observação, é dar um pouco mais de confiança e dar um pouco mais de oportunidade ao jovem para ele saber que não está ali só para treinar, ele está ali para ser exigido quando joga também", afirmou.
A utilização de jogadores formados nos próprios clubes contrasta com as campanhas recentes de Atlético e Cruzeiro na principal competição entre juniores do futebol brasileiro, a Copa São Paulo. Enquanto o Atlético foi eliminado na primeira fase em 2008 e 2009, o Cruzeiro chegou ao seu primeiro título da competição em 2007 e, neste ano, parou nas quartas-de-final, tendo o artilheiro da edição, o armador Bernardo, com nove gols.
Apesar das campanhas ruins na Copa São Paulo, o armador do Atlético Yuri acredita que a trajetória recente na competição não reflete a força da nova safra de jogadores. "A base do Atlético é muito forte, principalmente essa safra que vem vindo, ganhou praticamente tudo que jogou, só não conseguiu ganhar a Copa São Paulo, mas com certeza são grandes jogadores", avaliou.
Experiência priorizada
No Cruzeiro, Adilson Batista promoveu a ascensão de quatro atletas da categoria de base ao time profissional em 2009. Entretanto, Bernardo é o único a estar no grupo de 25 jogadores inscritos para a disputa da Libertadores. O armador ainda não entrou em campo na competição continental, mas diz já estar satisfeito. Os outros três são o lateral Diego Renan e os volantes Mateus e Zé Eduardo, sendo que este último já passado pelo grupo principal ano passado.
| CAMPEÕES POUCO UTILIZADOS |
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UOL Esporte  RAFAEL É O 3º GOLEIRO CELESTE | | O goleiro Rafael, de 19 anos, é o único jogador do elenco cruzeirense remanescente da conquista da Copa São Paulo de juniores em 2007. O jovem foi o grande destaque da final, ao defender uma cobrança na disputa de pênaltis contra o São Paulo. Atualmente, ele é o terceiro goleiro do time comandado por Adilson Batista. |
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| LEIA MAIS | LEIA MAIS NOTÍCIAS DO CRUZEIRO | "Pela minha idade, fazer parte do elenco do Cruzeiro já é uma alegria. Os meninos que subiram comigo têm qualidade, cada um tem sua característica. A gente fica triste de saber que não foram inscritos, mas o treinador só pode escolher 25 jogadores. Eu torço por eles e espero que eles possam trilhar um bom caminho dentro do Cruzeiro", afirmou.
Para o goleiro Fábio, a falta de experiência da equipe em 2008 foi determinante para que o Cruzeiro não tenha alcançado uma melhor campanha na Libertadores. O time mineiro foi eliminado nas oitavas-de-final pelo Boca Juniors, com duas derrotas por 2 a 1.
"A juventude no ano passado, em alguns momentos, nos atrapalhou, por não saber jogar certas partidas com regulamento e isso prejudicou a nossa trajetória na Libertadores. Este ano, temos jogadores que já atuaram em equipes de ponta e vai ser fundamental na disputa da Libertadores, uma competição difícil", observou Fábio.
Paralelamente a Libertadores, Adilson Batista tem escalado equipes mistas no Campeonato Mineiro. A competição estadual pode ser o palco para o treinador cruzeirense testar os jogadores recém-integrados ao elenco profissional.
Segundo ele, os treinamentos são a oportunidade certa para os jovens atletas demonstrarem seu potencial. "Eles estão tendo oportunidade aqui, o fato de já estar entre os profissionais já é um motivo de satisfação para eles e para nós, pensando em lançá-los num futuro próximo. Acho que eles estão supercontentes, vamos com calma. A gente vai lançando com tranqüilidade", salientou. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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