08h24 06/03/2009

D'Alessandro e Maxi, amigos no River Plate, priorizam Gre-Nal e "terminam" amizade

Argentinos não pensa em decepcionar seus torcedores e dizem que relacionamento, que é amistoso, não será mantido em Porto Alegre

Vinicius Simas,
do Pelé.Net


Amigos no início da carreira, dois argentinos criados no River Plate abrem mão da relação para não ferir o sentimento dos torcedores da dupla Gre-Nal. O meia D'Alessandro, um dos maiores ídolos do Internacional, e o atacante Maxi López, mais recente reforço do Grêmio, prometem fazer valer a rivalidade, e não pensam em se reencontrar em Porto Alegre.

A dupla, em lados opostos, espera se destacar em 2009 para terem chances de serem chamados pelo técnico da seleção, Maradona. Pelo lado vermelho, o meia se tornou o principal organizador da equipe depois da saída de Alex, que foi para o futebol russo. No ano passado sua chegada foi motivo de alvoroço, e as atuações garantiram um lugar no coração dos colorados. Nesse ano, a boa fase parece ainda não ter chegado, mas sua titularidade não é contestada.

Vinicius Simas / UOL Esporte
Maxi López, de 24 anos, chega no Grêmio para buscar um novo bom momento. Depois de surgir como promessa de craque no River Plate, não conseguiu confirmar a qualidade nos clubes que defendeu na Europa: Barcelona, Mallorca e FC Moscou.

"Atacante precisa de seqência, e espero conseguir aqui, para voltar a marcar muitos gols", projeta. Para setornar titular, ele terá que vencer a disputa com Alex Mineiro, Jonas, Herrera e Reinaldo.
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Já Maxi, por enquanto, só treina no Olímpico. Apresentado no dia 16 de fevereiro, ele vem realizando treinos para ficar no mesmo nível físico do restante do elenco, mas sua contratação serviu de motivação para os Tricolores, que sonham em conquistar a Libertadores da América pela terceira vez.

No clube de Buenos Aires, D'Alessandro já tinha uma carreira firmada quando viu Maxi surgir como promessa das categorias de base. Juntos, eles foram campeões de dois torneios Clausura, em 2002 e 2003. "Estivemos um par de anos no River, depois nos cruzamos na Espanha (o colorado no Zaragoza, e o tricolor no Barcelona e no Mallorca) e temos uma relação boa", destacou Maxi López.

Mesmo contente em saber que o colega iria atuar no rival, D'Alessandro avisou que "não dou conselho para nenhum jogador gremista", quando peguntado sobre como daria as boas-vindas ao conterrâneo.

O atacante cabeludo não deixou por menos, e na sua entrevista coletiva na chegada ao novo clube, rebateu: "A partir de hoje sou gremista, e ele 'interista' (colorado). Não nos falamos ainda, e agora não vamos conversar mais . Ele é do Inter, e eu do Grêmio".

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D'Alessandro, de 27 anos, em pouco mais de seis meses no Inter, conquistou a torcida colorada com seu futebol de técnica e a postura velente em campo. Apesar de pequeno, não teme os confrontos, físicos e verbais, com os marcadores.

Além disso, já mostrou ter estrela em Gre-Nais. Em 2008, ele abriu a goleada de 4 a 1, pelo Brasileirão, e foi o destaque na partida. Neste ano, disputou apenas o primeiro clássico pelo Gauchão - na final do 1º turno estava suspenso - e marcou o primeiro gol no trunfo por 2 a 1 (f).
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D'Alessandro assume a camisa 10
Desde a sua chegada no Beira-Rio, em agosto do ano passado, D'Alessandro utilizava a camisa 15, número que usou nas vezes em que foi convocado para a seleção argentina. Na última quarta-feira, na vitória de 2 a 0 sobre o União de Rondonópolis, pela Copa do Brasil, ele vestiu a 10.

Em campo, o jogador não parecia satisfeito com a troca. "Ele é rabugento, mesmo, na verdade estava adorando. Quando o contratamos, dissemos que a 10 tinha dono, mas quando o Alex fosse embora, ele assumiria", revelou o diretor de futebol, Fernando Carvalho.

Nesta temporada o técnico Tite tem encontrado dificuldade em definir os titulares do meio-campo. O armador Andrezinho e o volante Sandro se revezam no time, Magrão já teve seu lugar contestado, mas D'Alessandro e o capitão Guiñazu, também argentino, são ídolos do torcedor e titulares incontestáveis.

Maxi López sonha em conquistar a América
O primeiro treino com bola junto ao restante do plantel tricolor ocorreu apenas na última terça-feira (3/3). A estreia de Maxi pode acontecer na próxima quarta-feira, na Colômbia, quando o time gaúcho encara o Boyacá Chicó, pela segunda rodada da Libertadores. Ele deve ser, pela primeira vez, relacionado pelo técnico Celso Roth.

Para a imprensa argentina, o centroavante falou, na última semana, dos objetivos para a temporada: chamar a atenção de Maradona, chegar à seleção e retornar para a Europa. Para isso, considera de extrema importância o título continental. "É um desafio lindo, um grande projeto de minha parte. A disputa da Libertadores é um passo super importante, e uma prioridade e fundamental para a entidade Grêmio", projetou, em sua chegada.



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