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07h23 18/03/2009

Guerra contra desgaste físico é prioridade na dupla Gre-Nal

Apesar de terem estruturas exemplares e grande número de profissionais, clubes admitem que não é possível encarar duas competições simultâneas e lesões não são evitadas

Do Pelé.Net
PORTO ALEGRE - No futebol gaúcho, virou rotina a utilização, por parte de Grêmio e Internacional, de times reservas, sob a alegação de que o calendário é desgastante e não é possível encarar duas competições de forma simultânea. A nova realidade cai de encontro à tradição do futebol gaúcho, segundo a qual a característica principal de suas equipes vencedoras sempre foi a força e o condicionamento físico superior de seus atletas.
 Grupo do Grêmio tem sido poupado no Estadual, apesar de só ter ocorrido uma viagem na Libertadores |  No Inter, apesar de excesso de zelo e exames nada mostrarem de grave, D'Alessandro segue afastado do time | No momento o Grêmio abre mão do Campeonato Gaúcho, utilizando reservas nessa competição, priorizando a Libertadores da América, numa admissão de que o plantel não tem condições de aguentar a exigência de dois torneios. Já no Internacional, mesmo diante de esporádicos períodos de acúmulos de jogos, pela sua participação simultânea na Copa do Brasil, ainda assim são poupados atletas titulares a qualquer desconfiança de desgaste e mesmo assim o grupo vive às voltas com lesões musculares.
Diante de críticas por excesso de zelo, os responsáveis pela preparação física nos clubes se defendem. "Sempre tem questionamentos ao preparador, mas são muitas críticas infundadas", afirmou nesta semana o preparador físico do Grêmio, Beto Ferreira, lembrando que "o Grêmio tem cinco médicos, quatro fisiologistas e dois preparadores. Um fisioterapeuta manuseia uma máquina de US$ 50 mil, que identifica qualquer deficiência muscular do atleta".
Mesmo com essa estrutura que o preparador físico gremista aponta como exemplar, os jogadores considerados titulares não chegam a encordoar dois jogos seguidos, para não "estourarem", e ainda assim as lesões não são evitadas.
O atacante colombiano Perea, afastado desde o início da temporada, nem inscrito na Libertadores está, e o volante William Magrão só retorna ao time no segundo semestre, embora esse tenha sido vítima de um rompimento dos ligamentos do joelho. O argentino Maxi López, contratado como grande reforço do ano, custa a entrar em forma e ainda não atuou 90 minutos inteiros de uma partida.
No Beira-Rio o Colorado, que sempre foi considerado um clube no qual a preparação física serviu de exemplo para o País - o preparador Gilberto Tim fez escola nos anos 70, inovando na formação da estrutura física dos atletas - atualmente vive assustado com o fantasma das lesões e só nesta semana dois titulares estão lutando pela recuperação. Um deles, o argentino D'Alessandro, já vai para a quarta rodada seguida afastado do time, sendo que os exames de ressonância magnética feitos no Hospital Mãe de Deus, mostraram, como disse o médico Paulo Rabelo, "nada de grave".
E assim tem sido cada vez mais raro, para os torcedores da dupla Gre-Nal, poderem assistir apresentações de seus times com formações titulares. A alegação, de um lado e de outro, é de que não é possível encarar a maratona imposta pelo calendário. Mas o Grêmio, na Libertadores, até agora só saiu uma vez, para encarar o Boyacá Chicó na Colômbia, enquanto o Inter fez uma viagem apenas na Copa do Brasil, até o Mato Grosso, para encarar o União de Rondonópolis. Mas as reclamações de dirigentes e comissões técnicas dão a entender que a rotina de jogos é absurda. Ao mesmo tempo, o púbico diminui a cada anúncio de que jogarão reservas. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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