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Rivalidade histórica |
08h02 16/10/2006

Sem dérbi, Campinas pode ver queda econômica

Com a possibilidade de não ter clássico entre Guarani e Ponte Preta no ano que vem, a cidade do interior paulista perderá muito. Clubes pensam em parcerias de marketing.

Do Pelé.Net
CAMPINAS - Em dia de dérbi entre Guarani e Ponte Preta, Campinas pára. A rotina da cidade é alterada e o assunto principal e mais importante para os campineiros passa a ser aquele clássico. Embora o clima seja de festa, com altas doses de rivalidade, infelizmente existe lugar para a guerra entre as torcidas.
A briga, porém, será a única coisa que não fará falta na próxima temporada, quando é quase certo que não haverá nenhum dérbi. Com o rebaixamento do Guarani para a Série A-2 do Campeonato Paulista, a única chance de acontecer um clássico em 2007 é se a Ponte Preta cair para a segunda divisão nacional e o Bugre permanecer nela.
| RIVAIS PARCEIROS? |
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Um não fala o nome do outro. A referência sempre é feita com a seguinte frase: "O outro time da cidade". Mas a difícil situação de ambos faz as diretorias pensarem em parcerias para que, aos poucos, tudo comece a melhorar.
"Vamos ter de unir força em prol do futebol de Campinas. Não dá para ficar na situação que estamos", falou José Roberto de Souza, conhecido como King, diretor de futebol amador da Ponte Preta.
"Temos de fazer algumas ações conjuntas para unir Guarani e Ponte Preta. Caso contrário corre o risco de acabar tudo", emendou Daniel Morais, do marketing bugrino. |
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| E não é só a torcida que perde com isso. A economia da cidade é diretamente afetada, como explica Daniel Morais, colaborador do marketing alviverde: "Quem perde com isso? Perdem os hotéis, os restaurantes, a imprensa, o comércio ao redor do estádio. O dérbi não movimenta só Campinas, mas toda a região".
Como o número de dérbis no ano já havia diminuído recentemente (quando ambos estavam na primeira divisão estadual e nacional, ocorriam no mínimo três clássicos por ano), os clubes passaram a concorrer com outros "rivais".
"Atualmente a Ponte Preta não é o maior rival do Guarani. Concorremos muito mais com os shoppings centers, cinemas e teatros do que com eles. O futebol já não está tão atrativo", analisou Mercival de Jesus, diretor de marketing do Guarani.
O fato apontado pelo dirigente, segundo ele, pode ser reparado na "invasão" dos times da capital. Mercival de Jesus supõe que Guarani e Ponte Preta já não têm mais a maioria de torcedores da cidade.
"Hoje Corinthians e São Paulo devem estar à frente do Guarani. E o Palmeiras, nós e os outros acima da Ponte Preta", completou o diretor de marketing alviverde.
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