Pelé.Net
Secco, do Guarani
08h03 16/10/2006

Guarani propõe boicote e empresário próprio

Na expectativa de cercear a ação dos agentes de jogadores, clube tem uma ala que pensa com radicalismo e outra que aposta em idéias inovadoras.

Do Pelé.Net

CAMPINAS - Acabar com os empresários de jogadores. Esse é o objetivo do Guarani para tentar melhorar suas categorias de base e, conseqüentemente, o futebol profissional. Seja como projeto ou apenas como utopia, os dirigentes do clube alviverde não param de pensar em soluções para minimizar a ação dos agenciadores.

João Roberto Secco, diretor de futebol amador do Guarani, sonha com um boicote aos empresários e aos times grandes. Segundo ele, acabar com as categorias de base seria a melhor solução para cercear o trabalho dos agentes e cutucar os rivais da capital.

PLANO DE CARREIRA
De acordo com José Roberto de Souza, o King, diretor de futebol amador da Ponte Preta, até mesmo os jogadores em atividade já iniciam a carreira de empresário. Tal fato irrita o dirigente, que acusa alguns agenciadores (sem citar nomes) de tentar aliciar funcionários dos clubes para colocar jogadores nas categorias de base.

"Acabar com o empresário está cada vez mais difícil. Hoje em dia, até os jogadores em atividade já cuidam da carreira de alguns jovens. Pior que isso são os agentes que usam propina para comprar funcionários do clube e facilitar sua entrada", disse King.
"Os clubes médios e pequenos deveriam encerrar o futebol amador. Daí eu queria ver onde os empresários arranjariam jogadores e onde os clubes grandes buscariam para comprar. Se tivessem 500 clubes sem categoria de base, muita gente ia ficar sem função. E com essa greve venceríamos na pressão", discursou Secco.

Menos radical, Mercival de Jesus, diretor de marketing do Bugre, tem um projeto para criar um grupo de empresários do próprio clube. A idéia é que sócios ou pessoas ligadas ao Guarani passem a gerenciar a carreira dos atletas desde cedo.

"Dessa maneira conseguiríamos evitar que os jogadores saiam cedo do clube e nos dê prejuízo. Mas precisa ser um trabalho muito criterioso, para que consigamos juntar pessoas competentes", disse o diretor de marketing bugrino.

Quem sugere uma solução idêntica a essa aos clubes é o empresário Wagner Ribeiro. "O que falta aos times brasileiros é colocar um agenciador para gerir a carreira do seu jogador. Um administrador de carreira do próprio clube, que cuide dos interesses de ambos", comentou.

Pressão
Mas os empresários quase nunca, segundo os dirigentes do Guarani, se aproximam para propor coisas boas. Na maioria das vezes, as reuniões são para exercer algum tipo de pressão em benefício próprio. Ajustes salariais e contratos maiores são alguns dos tópicos que os agenciadores abordam.

"Com a Lei Pelé, os jogadores deixaram de ser escravos dos clubes para serem escravos dos empresários. Esses, por sua vez, escravizaram os clubes. Muitas vezes eles aparecem nos ameaçando e dizendo que se não cedermos a algumas exigências vão levar nossos jogadores. Daí não tem jeito", finalizou José Roberto Secco.

'Abandonados', Guarani e Ponte Preta agonizam
Dinheiro e fama superam amor à camisa
Sem dérbi, Campinas pode ver queda econômica
Basquete 'apaga' futebol em Ribeirão Preto



13/08/2009

Com estrelas dos anos 90, showbol tenta criar Copa do Mundo

16/06/2009

Novatas, sereias Ketlen e Thaís "desbancam" Neymar e Ganso

20/05/2009

Torcedor, Lugano sofre com desfalques do São Paulo e descarta retorno

15/05/2009

Neymar controla fama e segue fé evangélica de Kaká

23/04/2009

Inter aproveita grande fase dentro de campo para aumentar receita

22/04/2009

Cuenca aposta em artilheiro brasileiro para encerrar 100% do Boca

22/04/2009

"Cigano", Rodrigo Teixeira curte brilho tardio na Libertadores

13/04/2009

"Bonde" são-paulino volta do Paraná com futuro indefinido

10/04/2009

Argentinos da dupla Gre-Nal vivem momentos opostos em suas equipes

09/04/2009

Santistas repetem "receita" de Ronaldo, emagrecem e ressurgem


© Copyright Zipsports Ltda. Todos os direitos reservados

Shopping UOL