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Inter: agora o mundo |
11h32 19/10/2006

Para o Inter, o Mundial já começou

Viagem, alimentação, hotéis, locais para treinamento. O Inter já trata de todos os detalhes para ser campeão do mundo.

Frederico Langeloh, especial para o Pelé.Net
PORTO ALEGRE - O Mundial de Clubes do Japão começou efetivamente para o Inter no último dia 12, quando ocorreu o sorteio dos grupos, em Tóquio. E, logo de cara, uma boa notícia: o Colorado havia escapado do cruzamento com o América, do México - que enfrentará o poderoso Barcelona, caso vença na fase preliminar do torneio o vitorioso da Copa da Ásia, que será decidida entre o Al Qadisya e o Jeonkuk Motors, da Coréia do Sul, nos dias 1º e 8 de novembro).
No caminho do campeão da Copa Libertadores da América estará o vencedor do confronto entre Auckland, da Nova Zelândia, e o representante da Liga dos Campeões da África. O Al-Ahly, do Egito, decidirá o título contra o Sfaxien, da Tunísia. O primeiro jogo deverá ocorrer no dia 27 ou 29 de outubro e o segundo, em 10 ou 12 de novembro.
| A TABELA DE JOGOS |
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| 10/12 - Auckland x Campeão africano, em Toyota |
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| 11/12 - América (MEX) x Campeão asiático, em Tóquio |
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| Semifinais |
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| 13/12 - Inter x Auckland ou Campeão africano, em Tóquio |
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| 14/12 - Barcelona x América ou Campeão asiático, Yokohama |
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| Final |
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| 17/12 - Vencedor da partida 3 x Vencedor da 4, em Yokohama |
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O Inter ainda não tem a data do embarque para o Japão confirmada. O clube tenta encaixar 45 integrantes da delegação em um vôo via Paris, no dia 4 de dezembro - a equipe estreará no Mundial no dia 13. O problema é que ainda faltam cinco lugares na primeira classe, o que pode adiar o embarque rumo a Tóquio para o dia 5. Viajar nos assentos mais caros do vôo não é questão de luxo, mas, sim, de dar conforto aos atletas.
1ª classe, para esticar as pernas A idéia é evitar o menor desgaste possível aos jogadores. Na primeira classe, eles poderão encarar as 24 horas de viagem com as pernas esticadas, permitindo uma melhor circulação do sangue. Apenas pela disputa do Mundial, o Inter receberá US$ 2 milhões. Caso conquiste o título, o prêmio dobrará.
"Queremos dar o maior conforto possível aos jogadores, pois trata-se de uma viagem desgastante e eles precisarão chegar ao Japão em boas condições físicas, afinal, teremos apenas uma semana ou seis dias de treinos lá", afirmou o médico colorado Luís Crescente. "O ideal seria realizarmos uma preparação de pelo menos 12 dias, até mesmo para adaptar os jogadores ao fuso de 12 horas de diferença do Brasil para o Japão. Mas, como ainda teremos compromissos pelo Campeonato Brasileiro (que se encerra somente no dia 3 de dezembro), isso será inviável", acrescentou Crescente.
A decisão de realizar um trajeto um pouco mais longo, via Paris, e não através de Los Angeles, como é mais comum, tem por finalidade evitar a burocracia da imigração norte-americana. Caso desembarcasse na capital da Califórnia, os jogadores do Inter teriam que antes de tudo providenciar vistos no consulado dos Estados Unidos, o que aumentaria a burocracia da viagem.
| POUPAR NO BRASILEIRO |
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 O técnico Abel Braga passará a poupar os principais jogadores nas próximas rodadas do Brasileirão. Caso o São Paulo conquiste o título com boa antecedência, o Inter poupará quase todos os atletas, passando a disputar o campeonato com o time B.
"O Abel já comunicou ao nosso grupo que começará a poupar os titulares. Jogaremos mais algumas rodadas do Brasileirão e, depois, deverá ocorrer um revezamento na escalação da equipe titular", afirmou o volante colorado Edinho.
Paulo Paixão, preparador físico do Inter, terá um papel fundamental na recuperação dos atletas. A equipe já disputou 68 partidas na temporada e é preciso evitar o desgaste no Japão. Paixão já tem realizado um trabalho diferenciado com os jogadores.
"Estamos realizando um trabalho de força e velocidade para que os jogadores possam dar tudo nestas duas partidas que faremos, caso consigamos chegar à final do Mundial", disse o preparador. "O ideal seria que tivéssemos pelo menos um mês para pensar apenas na competição, mas não será possível, e vamos nos adaptar á realidade. Chegaremos em grande forma ao Japão", concluiu ele. | LEIA MAIS |
Parada estratégica em Paris Além disso, desembarcando em Paris, os jogadores poderão circular sem problemas pela capital francesa, e contar com uma alimentação melhor - segundo entendimento da nutricionista do clube, Leonice Carvalho.
"Deveremos ter uma parada de cerca de seis horas em Paris, antes do embarque para Tóquio. Vamos aproveitar esse tempo para descansar os atleta e, quem sabe, até realizarmos um treino físico", disse o diretor executivo do Inter, Newton Drummond, o Chumbinho, representante do clube no sorteio dos grupos do Mundial.
Drummond retornou do Japão impressionado com a organização do Mundial de Clubes. Segundo ele, que acompanhou o sorteio dos grupos em Tóquio, tudo vai funcionar com precisão nipônica. Na capital japonesa, a delegação ficará hospedada no Four Seasons, um cinco estrelas distante cerca de 40 minutos do Estádio Olímpico, onde o Inter enfrentará o vencedor de Auckland e o representante africano.
Os treinos serão realizados no campo de futebol da Universidade de Tóquio e no Complexo Olímpico da Olimpíada de 1940. Chegando à final, o Inter jogará em Yokohama, cidade vizinha a Tóquio. Lá, a equipe ficará hospedada no hotel Sheraton e realizará os treinos na Escola Técnica Municipal. "Vamos treinar e jogar em gramados impecáveis, verdadeiros tapetes", comentou Drummond.
"Os japoneses estão na expectativa pelo Mundial, mas não apontam nenhum time como favorito. Só querem fazer um grande torneio, uma competição que realmente fique marcada no calendário do esporte planetário", acrescentou. Além de tratar dos campos de treinos e dos hotéis nos quais a delegação colorada ficará hospedada, Newton Drummond também teve a tarefa de encaminhar junto aos chefs do Four Seasons e do Sheraton o cardápio de refeições para os atletas do Inter. Combinou com os responsáveis pelas cozinhas dos dois hotéis até mesmo a forma de preparo dos alimentos.
Carne vermelha da Nova Zelândia A maior dificuldade que o clube deveria encontrar no Japão seria a aquisição de carne vermelha, feijão preto e arroz do tipo longo 2. Como o país não conta com rebanhos bovinos, a carne é cara e escassa - um quilo de carne vermelha sai entre R$ 150 e R$ 200. Ainda assim, o Inter está solucionando o problema. O clube comprará carne da Nova Zelândia, em um frigorífico de Tóquio. A outra opção é exportar uma remessa de carne para o Japão via Uruguai - os japoneses não aceitam a carne brasileira no país, temendo problemas com a febre aftosa.
"Como os jogadores necessitam ingerir pelo menos 300 gramas de proteína por dia, seria muito difícil contarmos apenas com peixe e frango no cardápio. Os atletas enjoariam rápido. Por isso, a compra de carne vermelha é muito importante para nós", afirmou Leonice Carvalho. "Agora, com a certeza que encontraremos carne (filé, bife ou carne de panela), feijão e arroz, fica mais fácil prepararmos os pratos conforme o paladar dos atletas", concluiu a nutricionista.
Dentro de campo, os jogadores começarão a ser poupados. Com Clemer e Fernandão já foi assim. Ambos sentiram pequenas lesões musculares e foram afastados da equipe. Só retornarão ao time para a disputa do Campeonato Brasileiro quando estiverem plenamente recuperados. Caso o Inter estivesse disputando uma final de campeonato, eles se sacrificariam e disputariam a decisão. A idéia, porém, é poupar qualquer atleta que sinta algum desconforto muscular. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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