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Brasileiro

21h45 - Fortaleza x Corinthians


Folha Imagem
Diego foi para o Porto.
18h13 19/12/2004

Time da Vila se reformou no Brasileiro 2004

Clube perdeu os seus maiores valores antes e durante o campeonato, mas repôs as peças e montou uma nova equipe.

Gabriel Fortes e Bruno Freitas, especial para o Pelé.Net

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - Uma das maiores marcas do Santos na temporada 2004 foi a manutenção de um time competitivo mesmo tendo reformulado quase que a totalidade de sua base titular ao longo do Campeonato Brasileiro.

O ano registrou as negociações de Fábio Costa com o Corinthians, Alex com o PSV Eindhoven, Paulo Almeida com o Benfica, Renato com o Sevilla e Diego com o Porto. Além disso, a equipe já estava carente de Ricardo Oliveira e Nenê, que depois da campanha de 2003 trocaram a Vila Belmiro pela Espanha.

E contrapartida, chegaram "para resolver" o lateral-direito Paulo César, o volante Fabinho, o meia Ricardinho e o atacante Deivid. O pacote de contratações do ano também inclui a volta de Wanderley Luxemburgo e a chegada de uma comissão técnica de peso, além dos acertos com vários atletas para compor o elenco.

"Perdemos jogadores de muita qualidade, de muito talento e não nada fácil repor peças de grande valor. Reformar o time dentro da competição, praticamente montando uma nova equipe, foi uma das maiores dificuldades que encontramos no Santos. Mas com o tempo conseguimos colocar a filosofia do trabalho e grupo assimilou muito bem isso", explica o treinador.

O lateral-esquerdo Léo, um dos símbolos do clube, acha que a versão 2004 do Alvinegro é mais competitiva do que as anteriores.

"Temos um time mais experiente, mais rodado e que sabe enfrentar melhor as dificuldades. Antes, a equipe era mais na base da euforia pelas conquistas. Hoje somos mais centrados, concentrados e, consequentemente, com mais chances de atingir os objetivos", afirmou.

E escalação titular do Peixe no início da temporada tinha Doni; Paulo César, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e, Robson. Emerson Leão sentou no banco de reservas até maio.

A partir de então, sob o comando de Wanderley Luxemburgo, iniciou-se a reformulação. Na última partida do ano, contra o Vasco, para garantir o título do Brasileiro, o Alvinegro teve Mauro; Paulo César, Leonardo, Ávalos e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano; Basílio e Deivid.

Apenas dois - Léo e Elano - que iniciaram o ano. "Foi uma mudança radical mesmo, não podemos negar isso. Mas o mérito deste grupo foi saber entender essa situação. Quem chegou, sabia que os jogadores que saíram eram ídolos e que a cobrança seria grande. Por isso nos empenhamos tanto para manter o clube no topo", argumenta Fabinho.




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