20h28 28/05/2006
Elogiado, Marcelinho contraria sua história
Meia foi classificado por Fábio Costa como principal arma do Corinthians, mas não conseguiu manter histórico ante o Santos. Do Pelé.Net
SÃO PAULO - Apesar da vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, neste domingo, o goleiro Fábio Costa não saiu satisfeito de campo. O camisa 1 do Santos, por ter trabalhado pouco, entendeu que sua equipe perdeu uma oportunidade para golear o rival. Para ele, a única ameaça que o Corinthians ofereceu foi a bola parada cobrada por Marcelinho Carioca, que não conseguiu confirmar seu histórico em confrontos com o Peixe.
"O Corinthians não apresentou muita coisa e só complicou na bola parada que o Marcelinho Carioca cobrou. Ele é um jogador diferenciado e pega muito bem. Sempre é complicado parar", elogiou Fábio Costa, que trabalhou com o meia no Santos.
O período em que teve Marcelinho como companheiro, aliás, foi fundamental para Fábio Costa neste domingo: "Treinava sempre com ele e consegui pegar algumas manhas. Acho que isso ajudou na hora de parar as cobranças de falta hoje [domingo]".
Contratado no início do ano, Marcelinho Carioca treinou isolado no Corinthians durante um tempo e fez sua reestréia com a camisa alvinegra apenas na última quinta-feira, na derrota por 1 a 0 para o Internacional-RS. Nas duas partidas em que o camisa 77 atuou, o Timão não somou um ponto sequer.
Neste domingo, Marcelinho não conseguiu justificar seu histórico no Corinthians. Afinal, o meia ostentava retrospecto favorável nos confrontos com o Santos. Entre 1994 e 2001, quando teve suas duas primeiras passagens pelo Parque São Jorge, o jogador enfrentou o Santos 24 vezes e acumulou 11 vitórias, seis empates e sete derrotas.
Além de não ter justificado o aproveitamento positivo diante do Santos, Marcelinho Carioca não repetiu o desempenho do confronto com o Internacional, na última quinta-feira. Apagado, o meia do Corinthians foi substituído por Renato na etapa final.
"Foi uma decisão técnica. Ele participou bastante do jogo, mas sem uma postura muito ofensiva. Ele não foi bem nem na bola parada, que não chegou ao segundo pau. Apesar da participação, o Marcelinho não agrediu e não encostou na frente. Por isso, coloquei o Renato em campo", contou o treinador Geninho.
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