13h35 29/10/2006
Zé Roberto desperta elenco do Santos
Clube comemora investimento feito pelo meia e entende que sua contratação valorizou e melhorou a equipe. Bruno Thadeu, especial para o Pelé.Net
SANTOS - A contratação de Zé Roberto gerou críticas sobre o investimento pesado feito pelo Santos para driblar os concorrentes e trazê-lo à Vila. Da ala contrária à vinda, ele inflacionaria a folha salarial e acenderia a vaidade no plantel. Caro, o camisa 10, na visão do técnico Vanderlei Luxemburgo, porém, determinou a supervalorização de outros jogadores até então escondidos no elenco, dentre eles Rodrigo Tabata, destaque do Peixe nos últimos dois jogos no Brasileiro.
Aquisição do clube mais cara da temporada, Tabata custou R$ 3,2 mi por 50% de seus direitos federativos. O meia, entretanto, não repetiu as exibições feitas no Goiás e acabou caindo na cotação do comandante santista. Foi preciso que surgisse a 'moeda' Zé Roberto, contratado com salário em torno de R$ 250 mil mensais, para que o Santos, enfim, fizesse valer a transação com o time goiano.
"Falavam que o Zé Roberto encareceria o elenco e outras coisas, mas o Zé Roberto gera um custo-benefício enorme. Ele entrou na equipe, deu uma outra cara ao Santos, está ajudando a trazer a Libertadores, e fez com que dois ou três jogadores se valorizassem pelo fato deles estarem atuando melhor diante de sua presença. Valorizados, o Santos pode vendê-los por um valor muito maior", detalhou Luxa.
"O Wellington Paulista subiu muito de produção ultimamente. O Tiuí está evoluindo também", acrescentou.
Diante do afastamento definitivo do volante Maldonado no Nacional-06, Zé Roberto deixou a meia santista para ocupar a função de segundo volante, posicionamento idêntico ao do Mundial da Alemanha. Com isso, o meia Rodrigo Tabata assegurou o posto na armação alvinegra. Para o ex-jogador do Bayern de Munique, o posicionamento mais recuado trouxe lucro ao setor intermediário.
"Sempre disse que não chegaria para ser estrela ou para criar vaidades no elenco. Estou atuando como na seleção. No inicio no Santos, atuava mais à frente e não tinha com quem dividir as jogadas ofensivas no meio. Agora como volante, tenho a liberdade de avançar e encontrar mais companheiros para trocar passes, principalmente com o Tabata, deixando em boa situação de gol. Isso está sendo positivo para o Santos e para o próprio Tabata", avalia o camisa 10.
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