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Luís Fabiano: esperança.
12h04 08/06/2004

Retrospecto coloca São Paulo na final

Em Libertadores, Tricolor disputou as semifinais em cinco oportunidades e perdeu só uma; rival é o Once Caldas.

Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - O retrospecto coloca o São Paulo na decisão da Copa Libertadores da América. Contra o Once Caldas, nesta quarta-feira, o Tricolor irá disputar sua sexta semifinal na competição sul-americana. Até aqui, em cinco oportunidades, o clube do Morumbi só não chegou à final uma vez.

Em 1972, os são-paulinos foram eliminados em um triangular com Barcelona (Equador) e Independiente (Argentina). A equipe brasileira conseguiu uma vitória, dois empates e uma derrota. A vaga ficou com os argentinos, que acabaram campeões ao derrotar o Universitário (Peru) na decisão.

O atual modelo com oitavas-de-final, quartas, semi e final, só entrou em vigor em 1988. E, antes disso, o mata-mata só acontecia nas decisões dos títulos e nas fases iniciais das primeiras Libertadores, mas não se levava em consideração a diferença de gols.

Em 1974, novamente em uma chave com três equipes, o São Paulo, desta vez, passou pela semifinal com três vitórias e um empate. Os adversários foram o Defensor Lima (Peru) e o Millionários (Colômbia). Na final, no entanto, o Tricolor perdeu para o Independiente, da Argentina.

A terceira semifinal aconteceu em 1992, quando conquistou seu primeiro título. O time de Telê Santana eliminou o Barcelona (Equador): triunfo em casa por 3 x 0 e derrota em Guayaquil por 2 x 0. Em 1993, ano do bicampeonato, o Tricolor deixou para trás o Cerro Porteño (Paraguai): vitória simples no Morumbi e empate sem gols em Assunção.

Já em 1994, os são-paulinos tiveram pela frente o Olímpia (Paraguai). No primeiro jogo, Muller e Palhinha garantiram o resultado de 2 x 1. Na volta, no estádio Defensores Del Chaco, os paraguaios venceram por 1 x 0, mas foram derrotados nos pênaltis. Na decisão, porém, o São Paulo perdeu para o Vélez Sarsfield.

Apesar do retrospecto favorável, ninguém do elenco assume o favoritismo.
"Um time de mais tradição joga e deixa jogar. Quando acontece o contrário, fica mais difícil, mesmo porque toda a responsabilidade de vencer fica em cima da gente", disse Grafite. "Se eles tiraram o Santos é porque passam por melhor fase que os brasileiros", completou Luís Fabiano, referindo-se ao rival que caiu nas quartas-de-final.

Se conseguir derrotar os colombianos, o São Paulo irá disputar sua quinta final da Libertadores e poderá ganhar o seu terceiro título e se tornando, desta forma, o primeiro brasileiro com três conquistas na principal competição sul-americana. A outra semifinal é entre Boca Juniors e River Plate.





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