18h54 03/04/2005
Enfim, Marco Antônio ganha seu espaço
Após sofrer no início de carreira e ser campeão com o Naútico, meia foi um dos destaques na campanha do Paulista. Leandro Canônico, da MBPress, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - Revelado pelas categorias de base do São Paulo, o meia Marco Antonio foi uma das novidades do técnico Emerson Leão na campanha do título paulista deste ano. Mesmo não sendo titular absoluto da equipe, o jogador ganhou a confiança do comandante tricolor.
"Ele [Marco Antonio] tem o estilo do Kaká, mas com um chute ainda melhor", declarou o treinador no começo deste ano, quando o meia foi reintegrado ao elenco.
Reintegrado? Isso mesmo. Apesar de ser prata da casa, Marco Antonio passou a temporada de 2004 emprestado ao Náutico, clube com o qual ele foi campeão pernambucano. A passagem por Recife, inclusive, foi uma das responsáveis pelo bom momento vivido por ele atualmente.
"Eu amadureci muito nesse período. Sou muito apegado à família e tive de ficar muito distante. Além disso, o fato de ter que resolver tudo sozinho, pagar as contas, cuidar da casa, ir ao banco, entre outras coisas, me deixou mais amadurecido", comentou Marco Antonio, de apenas 20 anos.
A fase mais madura de Marco Antonio, que ainda apresenta espinhas na cara como um adolescente, começou a dar resultados mais concretos depois que ele entrou no segundo tempo da partida contra o São Caetano, pela sexta rodada do Estadual, e marcou um dos gols na heróica vitória por 4 a 3, de virada.
Desde então, o meia tem recebido seguidas chances no decorrer das partidas e, nas últimas rodadas também como titular. E com personalidade, Marco deu mais mobilidade ao meio-campo do Tricolor e fez gols decisivos, como na vitória sobre o Guarani por 2 a 1, fora de casa.
"Atualmente eu estou mais tranqüilo. Quando entro em campo não me preocupo com a pressão. Não me empolgo com os elogios e nem fico de cabeça baixa com as críticas. Já me adaptei melhor a tudo isso", disse Marco Antonio.
Nem mesmo a cobrança que sofreu logo que foi promovido aos profissionais, em 2003, faz parte das lembranças do meia - na ocasião, Kaká já tinha se transferido para o Milan e muitos cobravam de Marco Antonio que ele substituísse o craque.
"Quando me profissionalizei vivi aquela cobrança por causa do Kaká, que tinha acabado de sair. Foi muito difícil e isso me atrapalhou um pouco. Mas hoje já faz parte do passado", finalizou