00h01 02/06/2005
Herói, Ceni faz vítima e encosta em marca
Goleiro marcou o terceiro gol no argentino Campagnuolo e se aproximou ainda mais de ser maior goleiro-artilheiro do mundo. Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - Principal jogador do São Paulo nesta noite de quarta-feira, no estádio do Morumbi, Rogério Ceni voltou a fazer de vítima o goleiro Campagnuolo, do Tigres.
Com os dois gols marcados na goleada por 4 a 0, o camisa 1 do Tricolor chegou ao terceiro na carreira contra o argentino. O primeiro aconteceu no dia 25 de agosto de 1999, na goleada por 4 a 1 sobre o San Lorenzo, da Argentina, pela primeira fase da Copa Mercosul.
A marca, aliás, poderia ter sido até ampliada, caso Ceni não tivesse desperdiçado uma cobrança de pênalti, aos 24min do segundo tempo. Este foi o segundo desperdiçado por ele na carreira. O primeiro aconteceu no Brasileirão do ano passado, em uma partida contra o Coritiba.
"Isso me deixou muito aborrecido. Não estava nos planos perder esse pênalti. Converti contra o Palmeiras, contra o Cruzeiro, mas esse não deu. Deus não quis assim", afirmou Ceni, que poderia fazer três gols em uma mesma partida pela primeira vez na carreira.
Mesmo praticamente garantindo a passagem de seu time às semifinais da competição sul-americana, Rogério Ceni prefere conter a euforia quanto ao futuro.
"Foi um resultado importante, que dá uma tranqüilidade. Infelizmente você não pode dizer que está tudo decidido. Mas foi um passo grande para a próxima fase", afirmou o jogador.
Para ele, o São Paulo poderia ter construído um placar ainda mais amplo se tivesse caprichado mais nas finalizações. "Eu perdi o pênalti, os outros também perderam chances. Mas o importante é que o time criou e fez uma boa partida", acrescentou.
Apesar do grande momento na carreira, o jogador garante que não pensa, no momento, em retornar à seleção brasileira. "Para mim está bom demais aqui. A seleção está convocada, com dois baitas goleiros, e eu continuo fazendo meu trabalho aqui", ressaltou.
Além da exibição de gala, Rogério Ceni se aproxima ainda mais de ser o maior goleiro-artilheiro do futebol mundial. Ele balançou as redes em sua trajetória 44 vezes (35 de falta e nove de pênalti). O recorde, por enquanto, pertence ao paraguaio Chilavert, que tem 56, mas encerrou carreira no final da temporada passada.
Outro fator a ser comemorado é a manutenção de um tabu: o São Paulo jamais perdeu quando o goleiro vai às redes. Em 41 partidas, o time obteve 30 vitórias e apenas 11 empates.
Ainda em 2005, aliás, Rogério Ceni pode se tornar o jogador que mais vezes vestiu a camisa tricolor na história. Com o confronto desta noite, ele chegou a 605 partidas contra 617 do também goleiro Valdir Perez.
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