23h46 22/06/2005
São Paulo contraria retrospecto e vence
Jogando em seu estádio, time paulista fez 2 a 0 sobre o River e consegue o segundo êxito em 9 jogos com os argentinos. Március Azevedo, especial para o Pelé.Net, com MBPress
SÃO PAULO - O São Paulo conseguiu contrariar o retrospecto e venceu o River Plate por 2 a 0 nesta quarta-feira, no Morumbi, no jogo de abertura das semifinais da Copa Libertadores 2005.
HISTÓRICO: SÃO PAULO X RIVER
Torneio
Placar
Data
Amistoso
1 x 1
15/12/46
Amistoso
2 x 2
11/01/48
Octogonal de Buenos Aires
2 x 3
22/01/61
Torneio Santiago de Compostella
2 x 2
27/06/93
Supercopa
0 x 0
04/12/97
Supercopa
1 x 2
17/12/97
Copa Sul-Americana
1 x 3
26/11/03
Copa Sul-Americana
2 x 0
03/12/03
Copa Libertadores
2 x 0
22/06/05
Em toda a história, este foi o nono confronto entre as duas equipes e apenas a segunda vitória do São Paulo. Antes disso, o único êxito brasileiro havia acontecido em 2003, pela Copa Sul-Americana, quando os brasileiros venceram por 2 a 0 no mesmo Morumbi. Naquela oportunidade, contudo, River Plate levou a melhor nas cobranças de pênaltis e se garantiu na decisão.
Nos outros sete confrontos entre São Paulo e River Plate, o time argentino obteve quatro vitórias e três empates.
E se o São Paulo contrariou seu retrospecto, Luizão apenas confirmou seu histórico pessoal contra o River Plate. O centroavante nunca perdeu para a equipe argentina. Ele fez dois confrontos com o adversário em 1998, pelo Vasco (uma vitória e um empate) e dois em 2002, pelo Grêmio (duas vitórias).
O centroavante também fez sua primeira partida ao lado do ex-companheiro Amoroso. Os dois formaram a dupla de ataque do Guarani em 1994 e voltaram a se encontrar nesta quarta-feira, com a estréia de Amoroso no São Paulo.
O São Paulo, aliás, confirmou sua excelente fase dentro de casa. O time brasileiro venceu as cinco partidas que disputou no Morumbi na Libertadores 2005.
Outro que confirmou grande fase foi o goleiro Rogério Ceni. O camisa 1 do São Paulo anotou o segundo gol dos donos da casa aos 44min do segundo tempo, em cobrança de penalidade, e balançou as redes pela 13ª vez na temporada. Além disso, marcou cinco vezes na Libertadores e assumiu a artilharia isolada do São Paulo (ele dividia a condição com Cicinho, Grafite e Luizão).
Graças ao gol de Rogério Ceni, o São Paulo pode perder por até um gol de diferença no jogo de volta, na Argentina. Se marcar um ou mais gols na casa do River Plate, o time brasileiro também assegura vaga com derrota por dois gols de diferença.
Se conseguir eliminar o River Plate, o São Paulo alcançará a final da Libertadores pela quinta vez em sua história (o time paulista já tem dois títulos). Além disso, a classificação do clube do Morumbi confirmaria o péssimo retrospecto dos argentinos em semifinais do torneio sul-americano. Eles disputaram esta competição 26 vezes e foram eliminados nesta fase em dez oportunidades.
As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 29 de junho, próxima quarta-feira, em Buenos Aires. O jogo acontecerá às 21h45 (horário de Brasília), no estádio Monumental de Nuñez.
Antes disso, o São Paulo entra em campo pelo Campeonato Brasileiro. O time do Morumbi recebe o Internacional no sábado, às 18h10, no Morumbi. Assim como fez na rodada passada, na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, o técnico Paulo Autuori deve escalar uma equipe recheada de reservas no torneio nacional.
O jogo Com forte marcação sobre a saída de bola do River Plate, o São Paulo tentou pressionar no início do confronto desta quarta-feira. No entanto, com troca de passes eficiente em seu setor defensivo, o time argentino conseguiu segurar o ímpeto dos donos da casa.
Aos poucos, assim que a marcação do São Paulo começou a recuar, o River Plate foi ganhando espaço e tocando a bola na intermediária. O grande destaque da equipe argentina foi o camisa 10 Gallardo, que participou de todos os lances ofensivos dos visitantes.
AMOROSO x SALAS
No confronto particular entre os atacantes, o atleta do São Paulo foi melhor. Além de finalizar sete vezes, contra nenhuma do jogador do River, Amoroso participou mais do jogo e foi fundamental para a vitória do Tricolor na primeira partida das semifinais da Copa Libertadores.Leia mais
E foi assim, sem pressa, que o River Plate conseguiu segurar o São Paulo na etapa inicial. Prova disso é que a primeira oportunidade dos donos da casa aconteceu apenas aos 28min. E de bola parada. Júnior cobrou falta da direita, Alex desviou no primeiro pau e a bola encontrou Mineiro dentro da área. O camisa 7 concluiu de primeira, de pé direito, e mandou por cima do travessão.
Ainda no primeiro tempo, Amoroso criou um lance de perigo aos 35min. O camisa 9 arrancou pela direita, em diagonal, e passou por três adversários antes de chutar de pé direito, caindo. Constanzo defendeu parcialmente e Mineiro quase aproveitou o rebote.
Para tentar aumentar o poder de fogo do São Paulo, o técnico Paulo Autuori trocou durante o intervalo o volante Renan pelo meia Souza, que foi improvisado na lateral. Com a alteração, o time da casa melhorou taticamente e assumiu o controle da partida.
Mesmo depois que os atacantes Amoroso e Luizão diminuíram o ritmo e reduziram a movimentação, o São Paulo seguiu com mais posse de bola. Aos 30min, por exemplo, Danilo arriscou de fora da área, Constanzo não segurou e Souza acertou a trave no rebote.
No entanto, a pressão dos donos da casa só surtiu efeito aos 31min. Danilo pegou um rebote depois de escanteio cobrado por Souza da direita, dominou e chutou de pé esquerdo, de fora da área. A bola entrou no canto esquerdo de Constanzo, que nada pôde fazer.
E a vantagem do São Paulo, que já era grande, ficou ainda maior aos 44min do segundo tempo. Luizão cruzou da direita e Lucho González cortou com a mão dentro da área. Na cobrança da penalidade, Rogério Ceni acertou o canto direito de Constanzo e fez o segundo do São Paulo.
SÃO PAULO 2 X 0 RIVER PLATE
São Paulo Rogério Ceni; Fabão, Diego Lugano e Alex; Mineiro, Renan (Souza), Josué, Danilo e Júnior; Luizão e Amoroso (Alê) Técnico: Paulo Autuori
River Plate Costanzo; Diogo, Ameli, Tuzzio e Domínguez; Lucho González (Almada), Mascherano, Zapata (Mareque) e Gallardo; Marcelo Salas (Gastón Fernández) e Farías Técnico: Leonardo Astrada
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP) Árbitro: Gustavo Mendez (Uruguai) Auxiliares: Fernando Cresci e Marcelo Costa (ambos do Uruguai) Cartões amarelos: Luizão (S), Zapata (R), Lugano (S), Fabão (S), Constanzo (R). Público: 61078 Renda: R$ 1.575.055,00 Gols: Danilo, aos 31min, Rogério Ceni, aos 44min do segundo tempo