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Lugano garantiu vitória.
23h41 29/06/2005

Exigido, Lugano leva batalha com Ameli

Zagueiro do Tricolor teve mais participação na vitória sobre o River, que colocou os brasileiros na final da Libertadores.

Marcius Azevedo, enviado especial do Pelé.Net, com MBPress

BUENOS AIRES (Argentina) - Principal ídolo da torcida do São Paulo depois de Rogério Ceni, o zagueiro Diego Lugano é o exemplo do novo momento vivido pelo clube. A bela atuação diante do River Plate, nesta noite de quarta-feira, em Buenos Aires, justifica a fama de guerreiro e xerife adquirida desde sua chegada ao Brasil.

É com esta postura, aliás, que o uruguaio está ajudando o Tricolor a apagar a mácula de "time pipoqueiro", que foi criada após seguidos fracassos em momentos decisivos.

Sempre seguro na defesa, o "jogador do presidente" (a contratação de Lugano foi bancada por Marcelo Portugal Gouvêa) saiu de campo esta noite quase sem voz. Indício de muito trabalho, segundo ele.

"A defesa do São Paulo trabalhou muito hoje [quarta-feira]. O River chegou a colocar quatro, cinco atacantes em campo e isso dificultou o nosso trabalho. É por isso que estou um pouco sem voz", disse Lugano.

Apesar do alto número de jogadores para marcar, Diego Lugano levou a melhor no duelo pessoal com o argentino Ameli, zagueiro do River Plate e que já atuou pelo clube do Morumbi.

O duelo
Com o São Paulo marcando em seu campo defensivo, Ameli pôde aparecer mais no primeiro tempo. Sem espaço para criar jogadas pelo meio-campo, os argentinos buscavam rodar a bola entre os zagueiros antes de procurar algum companheiro livre no ataque.

O posicionamento cauteloso do Tricolor fez o defensor se tornar uma das principais saídas para frente. Tanto que ele proporcionou oito passes, apenas um deles errado. A grande maioria, porém, para os laterais Diogo e Domínguez.

CONFRONTO DE ZAGUEIROS

EstatísticasAmeliLugano
Faltas cometidas33
Faltas recebidas10
Desarmes410
Passes certos102
Passes errados25
Finalizações01
Cartões01
Gols00
No ataque, Ameli foi tímido, aparecendo apenas em jogadas de bola parada. Aos 16min, uma jogada do beque quase resultou no segundo gol são-paulino. Ele cometeu falta sobre Luizão, que Rogério Ceni cobrou e acertou a trave direita do gol.

Lugano, por sua vez, apareceu menos. Marcando pela esquerda, o uruguaio fez cinco desarmes, três faltas e se arriscou poucas vezes ao ataque. Aos 9min, ele aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou para fácil defesa de Costanzo no centro da meta.

Na volta do intervalo, o zagueiro do time brasileiro teve a chance de aparecer mais. Com o River precisando marcar para reverter a vantagem, Lugano teve a incumbência de, ao lado de Alex e Fabão, anular a dupla Salas e Farías.

O gol de Amoroso, aos 14min, contudo, diminuiu o ímpeto do River e deu mais tranqüilidade ao clube do Morumbi. Aos 23min, Ameli reclamou de uma suposta cotovelada do uruguaio após cobrança de escanteio.

Em determinado momento, porém, o técnico Leonardo Astrada mandou sua equipe para frente e aumentou o trabalho do setor defensivo do Tricolor, que liderado por Lugano brecou o ímpeto dos argentinos.


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