01h15 30/06/2005
Desfalcado, Autuori enaltece superação
Treinador acredita que desfalques fortaleceram a união da equipe nas semifinais da Copa Libertadores, contra River. Marcius Azevedo, enviado especial do Pelé.Net, com MBPress
BUENOS AIRES (Argentina) - A lesão do atacante Grafite e as convocações do lateral-direito Cicinho (seleção principal), do zagueiro Edcarlos e do atacante Diego Tardelli (Sub-20) foram fundamentais para que o São Paulo se superasse na reta final da Copa Libertadores. Pelo menos é o que acredita o técnico Paulo Autuori.
"Muita gente não acreditava na capacidade do grupo chegar à decisão por causa desses problemas. Mas esse time tem um espírito de luta espetacular, o ambiente é ótimo e as pessoas trabalham com solidariedade", afirmou o comandante tricolor.
Mantendo o mesmo discurso humilde desde quando desembarcou no Morumbi, o treinador preferiu não creditar o bom momento da equipe no torneio a sua filosofia de trabalho.
"Eu tenho meus conceitos, mas que não são só meus. Quem ganha são os jogadores, o que a gente faz é não complicar. O técnico precisa ser invisível em alguns momentos. Eles merecem mais do que ninguém essa vitória e essa classificação", acrescentou.
O técnico prefere manter cautela sobre o futuro, mas garante estar concentrado em qualquer adversário. "Estamos satisfeitos, alegres, mas não ganhamos nada. A partir de quinta-feira vamos pensar no que vem pela frente", garantiu.
Apesar dos elogios, Autuori não aprovou o recuo do time após a marcação do primeiro gol, logo aos 11min da etapa inicial. Segundo ele, a equipe deveria ter continuando exercendo a mesma pressão ofensiva do começo.
"Fizemos o gol, abrandamos o ritmo e tomamos o gol em uma bola longa, o que não pode acontecer. A gente não poderia jamais deixá-los gostar do jogo e vir para cima. No segundo tempo soubemos fazer tudo isso e conquistar o resultado", disse.
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