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Ceni desabafa com taça.
01h46 15/07/2005

Ceni enaltece título e agradece torcedores

Goleiro-artilheiro, titular absoluto do clube após Zetti, afirma que este é o dia mais importante de sua carreira.

Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net *

SÃO PAULO - Herdeiro do herói Zetti, Rogério Ceni assumiu a camisa 1 do São Paulo com a dura missão de reconduzir o clube às conquistas internacionais. Desde 1997 na função, o goleiro cumpriu sua missão nesta noite de quinta-feira, com o terceiro título da equipe na Copa Libertadores da América.

Obcecado por títulos, o jogador jamais escondeu que seu maior desejo sempre foi repetir o feito de 1992 e 1993, quando o Tricolor levantou por duas vezes consecutivas a taça do torneio mais importante da América do Sul.

"É claro que esse título é importante para todos os jogadores, mas é muito mais importante pra mim. Eu precisava dessa conquista para retribuir tudo que o São Paulo representa para mim. É o momento mais importante e mais feliz da minha carreira", afirmou.

Desde o ano passado, quando o clube retornou à Libertadores, Ceni destacou a importância da torcida nos jogos no Morumbi. Desta vez, o goleiro fez questão de reverenciar o incentivo dos torcedores que lotaram o estádio para empurrar o time até a inédita conquista entre equipes do Brasil.

"Só tenho a agradecer a esses 70 e poucos mil que estiveram aqui e aos milhões que acompanharam, rezaram, torceram e sofreram com a gente. Foi uma corrente muito grande e intensa que nos levou a esse título", ressaltou o jogador, de 32 anos.

Diferentemente do confronto contra o River, onde marcou um gol no primeiro jogo, Rogério Ceni teve atuação mais discreta nesta noite. Modesto, o artilheiro do Tricolor na competição ao lado de Luizão, com cinco gols, acredita que a vitória foi de todos os atletas.

"Não acho que fui fundamental dentro de campo, mas consegui contribuir para essa taça que eu queria tanto. Pude viver emoções diferentes na Libertadores. Estive nas conquistas de 92 e 93 e presenciei a derrota de 94. Por isso, precisava tirar isso da garganta", explicou.

Apesar da comemoração, o goleiro já havia pensando no que fazer caso deixasse o gramado como perdedor. "Se eu não ganhasse esse título, não precisava nem continuar minha carreira. Poderia encerrar por ali mesmo de tão grande que seria a frustração", completou.

*Com MBPress


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