10h18 18/12/2005
Tríplice coroa aumenta exigência para 2006
Títulos paulista, sul-americano e mundial fazem São Paulo pensar na melhor forme de manter alto nível de conquistas. Danilo Valentini, enviado especial do Pelé.Net
YOKOHAMA - "Melhor ano da existência do São Paulo", como avalia o goleiro e capitão Rogério Ceni, 2005 ofereceu entre tantas alegrias para a torcida pelo menos um desafio que o próprio clube acredita ser uma missão hercúlea de ser cumprida no ano que vem: conquistar tudo de novo em 2006.
Campeão do Paulistão, da Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa, a temporada representou ao São Paulo o resgate de seus momentos mais vitoriosos, alcançados no início da década de 1990 e ausentes desde 1994, quando venceu o bicampeonato da Recopa Sul-Americana e a Copa Conmebol e encerrou uma série que englobou o bi mundial, o bi da Libertadores, um paulista e um brasileiro.
"A exigência criada quando se ganha três títulos importantes no mesmo ano faz o clube ter a responsabilidade de tentar ganhar os mesmos títulos no ano seguinte. É muito difícil, mas possível repetir", admite o técnico Paulo Autuori, que tem contrato até 2006 e um alvo pessoal no São Paulo.
Campeão brasileiro pelo Botafogo, em 1995, acredita que a mais importante competição nacional precisa voltar a ser prioridade do São Paulo, que no embalo de sua torcida, enfeitiçada por Libertadores e Mundial desde o sucesso de 1992-93, acabou deixando para trás o interesse pela edição de 2005.
"Tenho uma opinião pessoal que o São Paulo precisa voltar a ganhar o Campeonato Brasileiro", insistia Autuori antes da decisão contra o Liverpool, mantendo a mesma posição que carregava desde o final da competição, no início de dezembro.
Para evitar a estiagem de conquistas significativas -entre 1994 e 2000, o São Paulo ganhara as edições de 1998 e 2000 do Campeonato Paulista-, o clube já se preocupa em atender às expectativas criadas em 2005.
"Vai ser um ano muito difícil, vamos fazer um planejamento tudo de novo, para retomarmos o foco e voltarmos a ser competentes como fomos neste ano. Não podemos errar a estratégia", preocupa-se o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha.
E para incrementar ainda mais a lista de conquistas em 2006, Autuori acredita que só a manutenção e o investimento no atual elenco fará com que o São Paulo mantenha seu rendimento. "Temos uma base madura, mas é possível qualificá-la ainda mais".
O clube, porém, não vai se descabelar por reforços urgentemente. O diretor de futebol do São Paulo, Juvenal Juvêncio, sinalizou que contratações serão feitas de maneira discreta, assim como marcaram o clube no início das últimas temporadas, quando montou a base com Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Grafite
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