10h18 18/12/2005
Tática 'ultrapassada' dá taça ao Tricolor
Autuori deixou vaidade de lado, abandonou sua formação preferida e manteve três zagueiros por 'bem geral'. Danilo Valentini, enviado especial do Pelé.Net
YOKOHAMA - O técnico Paulo Autuori teve de abrir mão de suas convicções táticas para fazer o São Paulo ser tricampeão sul-americano e mundial com um esquema tático que nunca o agradou mas que acabou se provando mais eficiente para a equipe.
Partidário da opinião que o esquema 3-5-2 está falido mesmo com sua equipe usando tal formação e ganhando um mesmo ano a Libertadores e o Mundial de Clubes da Fifa, Paulo Autuori teve de deixar de lado sua preferência pelo 4-4-2 a partir do momento que percebeu que a saída de um zagueiro iria desestabilizar o time.
"Não existe vaidade quando se trabalha em grupo. Um técnico não ganha o jogo, só ajuda a equipe a desenvolver melhor o jogo. E este é um exercício muito legal, abrir mão de uma idéia pelo bem geral, afirma o técnico Paulo Autuori, que se preocupa em procurar transferir o máximo que pode crédito da conquista aos jogadores.
Desde o final da Libertadores, quando a defesa era formada por Fabão, Lugano e Alex, Autuori ensaiou abandonar o esquema. Mas a queda de produção da equipe no Campeonato Brasileiro e a falta de apresentações convincentes de Souza, jogador que poderia provocar a mudança, fizeram o técnico 'engolir' o esquema.
"Acho mesmo que é um esquema ultrapassado, insisto nisso. Mas se é a maneira mais segura para a equipe, tenho de atender às necessidades coletivas, e não à minha vontade pessoal", diz Autuori, que efetivou Edcarlos no setor a partir do momento que Alex deixou de atuar da forma apresentada na campanha da Libertadores.
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