10h18 18/12/2005
Mercado gera tri escasso de novatos
Edcarlos é único jogador revelado no clube a fazer parte do time titular do São Paulo no Mundial de Clubes. Danilo Valentini, enviado especial do Pelé.Net
YOKOHAMA - Apesar de ter sua posição discutida pela torcida, o zagueiro Edcarlos entrou para a história por ser o único jogador revelado nas categorias de base do São Paulo a fazer parte da equipe que conquistou o tricampeonato mundial de 2005.
Reserva até o meio do ano, Edcarlos assumiu a posição perdida por Alex, que após contusão perdeu embalo e espaço com o técnico Paulo Autuori. E a promoção fez com que o zagueiro garantisse lugar em um clube que, apesar de seu auto-declarar o maior produtor de jogadores do futebol brasileiro, conquistara a Libertadores sem ter entre os titulares nenhum jogador revelado em sua base.
"Fico feliz por ter dado certo na equipe profissional, e espero que esta conquista abra portas para mais jogadores que venham de baixo", disse Edcarlos após a vitória do São Paulo ante o Liverpool, quando se destacou com marcação segura e apagou a má atuação do jogo contra o Al-Ittihad. "As críticas estavam pesadas, mas consegui lidar bem com isso".
O espaço restrito para jogadores revelados pelo clube na equipe titular tem uma explicação para o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. "O mercado brasileiro hoje, em que os jogadores saem cada vez mais cedo, não dá tempo para a formação de vencedores. Por isso fomos obrigados a trazer jogadores experientes".
Mas se a estratégia que se mostrou vitoriosa em 2005 foge um pouco da tradição clube em conquistar títulos com os jogadores 'prata-da-casa', por outro lado repetiu o que o São Paulo já havia feito para chegar aos bicampeonatos da Libertadores e do Mundial em 1992-93.
Assim como César Sampaio foi contratado em 2004 e tratado até hoje no clube como jogador fundamental para ter passado experiência à novatos, como o volante Renan, e Amoroso foi decisivo na Libertadores e no Mundial da Fifa, o São Paulo teve no então veterano Toninho Cerezzo o toque de experiência do time vitorioso comandado por Telê Santana.
"Foi importante trazer jogadores de importância técnica indiscutível, que já tivessem vivido grandes vitórias e que ajudassem na formação dos atletas mais jovens", completa Cunha.
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