11h57 18/12/2005
Grafite encerra ano diferente com taça
Atacante, que sofreu problemas dentro e fora de campo, entrou nos dois jogos do terceiro título mundial são-paulino. Danilo Valentini, especial para o Pelé.Net
YOKOHAMA - Exatos 201 dias separaram o jogo contra o Tigres, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores, e os poucos minutos no confronto diante do Liverpool. Grafite foi um dos são-paulinos que mais comemorou o título mundial conquistado neste domingo.
O atacante sofreu uma lesão no joelho direito no dia 1º de junho e, após uma longa e dura recuperação, o jogador voltou nos dois últimos jogos do Campeonato Brasileiro e entrou nas duas partidas do Mundial de Clubes da Fifa.
"Eu nem acredito que estou aqui. Preciso agradecer muito. Eu gostaria de agradecer meus familiares, o departamento médico do São Paulo. Quero agradecer todo mundo", disse.
O ano será mesmo inesquecível em todos os sentidos. Tanto pelas conquistas em campo, afinal foi campeão paulista, sul-americano e mundial, quanto pelos fatos fora dele.
Em 2005, Grafite sofreu com o seqüestro de sua mãe e um episódio em que se sentiu vítima de racismo, quando foi ofendido pelo zagueiro Leandro Desábato, na partida entre São Paulo e Quilmes, pela Libertadores da América.
O jogador acredita que, naquela oportunidade, "teve gente que se aproveitou da minha fama" e por "me usarem para ser símbolo de uma luta que não é só minha", disse.
Grafite ainda foi convocado neste ano para defender o Brasil até nas eliminatórias, mas acabou fora justamente devido à contusão no joelho. O atacante só não conseguiu terminar como o herói da conquista são-paulina.
"Eu sonhava em decidir o título, mas foi legal. O Mineiro também merecia este gol", finalizou o camisa 9.
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