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Telê: dedicação
15h09 21/04/2006

Morte do ex-técnico entristece Morumbi

Jogadores e ex-jogadores que trabalharam com o treinador dão força à família e destacam a importância de Telê Santana.

Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - A morte de Telê Santana na manhã desta sexta-feira entristeceu jogadores e ex-jogadores do São Paulo. Raí, Zetti, Rogério Ceni e Muricy Ramalho foram alguns dos que externaram apoio aos familiares e enalteceram o trabalho do ex-técnico, principalmente na vitoriosa passagem pelo Morumbi.

Muricy, atual técnico são-paulino, estava bastante emocionado. "O Telê foi um exemplo de profissional. Foi um grande treinador e uma pessoa maravilhosa. Muita gente não gostava do jeito dele, mas o Telê não queria o mal de ninguém. Ele cobrava muito, mas queria sempre ajudar", afirmou.

"Tive oportunidade de ser jogador do Telê e depois trabalhar como auxiliar dele. O Telê me ensinou muitas coisas que são importantes na minha vida até hoje", acrescentou.

O goleiro Rogério Ceni, que trabalhou com o ex-treinador no início de carreira, também enalteceu Telê. "É um dia triste para todo o São Paulo que, assim como eu, admirava o seu Telê. Pena ter acontecido neste dia de festa, mas o Morumbi tinha que estar cheio como ele gostava de ver", discursou o jogador, que soube da notícia enquanto participava de uma partida organizada pelo padre Marcelo Rossi, que reuniu 70 mil pessoas no estádio do Morumbi.

E coincidentemente, nesta sexta-feira, dois dos maiores ídolos que o São Paulo teve na equipe de Telê Santana estavam no estádio que consagrou o treinador: Raí e Zetti.

"O Telê era um idealista. Um profissional incomparável e uma pessoa maravilhosa, que deu muito ao futebol. É um dia triste, uma perda enorme para todos nós", afirmou Raí, capitão nas conquistas da Libertadores de 1992 e 93 e do Mundial de 1992.

"Aprendi muito com o Telê. Eu uso hoje, na minha profissão de técnico, uma coisa que ele sempre dizia: futebol é repetição. Você nunca será perfeito, mas, para chegar o mais perto possível disso, tem que treinar. E isto eu tento passar para os meus jogadores todos os dias", relembrou Zetti.

O ex-corintiano Viola também lamentou esta perda e contou que teve oportunidade de trabalhar alguns dias com Telê Santana no Palmeiras, em 1996. "Foram apenas 12 dias, mas deu para perceber o quanto ele tinha para ensinar. Foi uma passagem triste, pois foi justamente nesta época que a doença dele se agravou", afirmou o atacante.


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