15h40 15/08/2006
São Paulo vê briga nacional com Inter
Técnico e jogadores contam com extensão da rivalidade depois da final da Libertadores, na disputa pelo título brasileiro de 2006. Bruno Freitas, especial para o Pelé.Net
SÃO PAULO - Estrutura somada a planejamento. Para muita gente envolvida no universo do futebol brasileiro, essa é uma receita primária para o sucesso. Hoje, São Paulo e Internacional, os dois finalistas da Libertadores, são associados imediatamente a essa imagem de clubes que decidem títulos porque se preparam com competência.
No clube paulista, a linha de raciocínio acima é perfeita para a definição do atual momento de Tricolor e Colorado do futebol brasileiro. Por isso, acreditam os são-paulinos, a tendência é esse monopólio ter continuidade, mesmo depois do encerramento da Copa Libertadores.
Na opinião do técnico Muricy Ramalho, que hoje dirige o São Paulo, mas tem méritos na recente ascensão do Inter no cenário nacional, as duas equipes têm tudo para protagonizar a disputa pelo título brasileiro deste ano.
"Não é nenhuma surpresa São Paulo e Inter estarem aí brigando na ponta do Brasileiro. As duas equipes se prepararam para isso. Têm estrutura e planejamento. Em janeiro já se sabia que São Paulo e Inter iriam disputar os títulos", afirma Muricy.
O volante Mineiro, que na verdade é gaúcho, acredita que São Paulo e Inter sigam disputando títulos. No entanto, entende que manter um nível elevado de competitividade será o desafio para tricolores e colorados no pós-Libertadores.
"Isso pode muito bem acontecer (disputa do título brasileiro entre Inter e São Paulo), mas é difícil às vezes manter uma posição de liderança e monopolizar as disputas. As outras equipes começam a ter outra motivação para te enfrentar e se preparam mais", analisa Mineiro.
Na tentativa de diagnosticar o sucesso dos times finalistas da Libertadores e líderes do Brasileiro, Muricy Ramalho ressalta o fato das duas equipes remarem contra a tendência brasileira de troca contínua de treinadores.
"Não dá para entender (troca de técnicos). Para se contratar um treinador, tem que analisar o perfil dele e do elenco. Tem que dar tempo para trabalhar, para conhecer as categorias de base. Quando você não pára de trocar, às vezes não conserta mais. Pode ver que a maioria dos times que trocam de técnicos não vai bem no Brasileiro. Quem chega é quem mantém a comissão técnica", avalia o comandante são-paulino.
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