19h36 28/10/2006
Muricy evita euforia e 'pressiona' os rivais
Técnico volta a dizer que nada está definido e que os desespero tem de ficar com os adversários, que "têm uma conta maior". Do Pelé.Net
SÃO PAULO - A diferença do líder São Paulo para o vice-líder Internacional é de sete pontos. Para que algum rival alcance o Tricolor, o time precisa perder um ponto por rodada até o fim do Campeonato Brasileiro. Fato suficiente para comemorar o título? Não para o técnico Muricy Ramalho, que segue com o discurso pés no chão.
"Nesta rodada, os times que estavam mais próximos ganharam. E nós conseguimos manter a distância. Mas ainda não tem nada definido. Temos que continuar atuando bem, mantendo a diferença e diminuindo o número de jogos. O desespero é dos adversários, que têm uma conta maior", discursou o treinador.
Assim como nas últimas rodadas, a torcida tricolor voltou a gritar "é campeão" na arquibancada. Mas a euforia não deve tomar conta do elenco do São Paulo. E mais: para o técnico Muricy Ramalho não há pressão que mude o jeito de jogar do seu time.
"O São Paulo é um time que não se impressiona com casa cheia e pressão. É uma equipe acostumada a jogar finais e partidas decisivas. Isso faz a diferença. E olha que nesta rodada tinha um monte de gente secando", completou o comandante tricolor.
Muito criticado no meio da temporada pelos três vice-campeonatos que "conquistou" este ano (Paulista, Libertadores e Recopa), Muricy comemora o fato de ter encontrado entrosamento no esquema 4-4-2.
"O São Paulo antigamente tinha um sistema único [3-5-2], mas desde a parada para a Copa do Mundo conseguimos aprimorar o 4-4-2", finalizou o técnico, que terá o desfalque de Josué, suspenso, no jogo da próxima quinta-feira, contra a Ponte Preta.
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