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Quarta - 01/11
Brasileiro
21h45 - Fortaleza x Corinthians
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08h00 10/10/2006

Brasil testa "espírito de grupo" de astro

Ronaldinho Gaúcho será reserva contra o Equador nesta terça-feira e precisa mostrar que apóia filosofia do técnico Dunga.

Daniel Tozzi, enviado especial do Pelé.Net
ESTOCOLMO (Suécia) - Chegou a hora de Ronaldinho Gaúcho mostrar o que pode fazer. Não dentro de campo, de onde ele já saiu duas vezes para receber o prêmio de melhor jogador do mundo, mas sim sentado no banco de reservas. Será ali, ao lado de outros 10 jogadores e integrantes da comissão técnica, que o astro do Barcelona precisa mostrar na prática que não apenas aceita, mas também apóia a filosofia do técnico Dunga de que não existe titular absoluto na seleção brasileira e que o espírito de grupo e o apoio mútuo entre os jogadores são tão ou mais importantes que poder de marcação, visão de jogo ou faro de gol.
Titular até existe, mas não se trata de nenhum "medalhão" que esteve no último Mundial. "Na seleção não existe um ou 11, mas sim 22 jogadores, e nesse contexto o Elano conquistou seu espaço dentro de campo", disse Dunga sobre o volante do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, que junto de Maicon, Dudu Cearense e Robinho, forma o grupo de titulares na vitória contra o combinado do Kuait que também inicia hoje a partida contra o Equador, às 15h (horário de Brasília), em Estocolmo.
Nesta terça, Kaká, parceiro de Ronaldinho na articulação durante a era Parreira e reserva no camisa 10 no último sábado, é quem começará jogando. A dupla, titular absoluta na Copa, procura esvaziar uma possível concorrência direta.
"Disputo (posição) com todos os meias ofensivos e atacantes. Com Robinho, Sobis, Fred, todos aqueles que estão buscando vaga no ataque. A concorrência é de forma geral", emendou o meia do Milan. "É indiferente (quem é o titular). Ele (Dunga) está dando oportunidade para todo mundo", disse Ronaldinho.
A verdade é que Ronaldinho tem vivido dias difíceis até mesmo na Catalunha, onde até pouco era idolatrado como principal responsável pelo renascimento do Barcelona. Hoje, veste a camisa amarela no vestiário e vai para o banco antes de entrar campo pela primeira vez em quase cinco anos. Dos convocados por Dunga que foram ao Mundial da Alemanha, apenas ele ainda não havia sido "vítima" do rodízio de oportunidades dadas pelo treinador.
Tal situação na carreira de Ronaldinho é tão atípica que quando ele estreou na seleção principal já o fez como titular. Em junho de 1999, Vanderlei Luxemburgo escalou a então promessa do Grêmio desde o início da partida contra a Letônia. No jogo seguinte, contra a Venezuela, na estréia do Brasil na Copa América daquele ano, Ronaldinho entrou no segundo tempo e fez o gol que virou o cartão de visitas de sua carreira.
A última vez que Ronaldinho foi reserva foi no seu retorno à seleção, em novembro de 2001, após ficar meses em estado de semi-atividade devido à disputa entre Grêmio e Paris Saint-Germain pelo seu futebol. Na ocasião, o meia-atacante entrou no segundo tempo da vitória por 3 a 0 contra a Venezuela. O resultado selou a classificação brasileira para o Mundial de 2002, disputa na qual o astro, que hoje também vive jejum de 12 jogos sem marcar com a camisa amarela, foi titular. "Não é importante quem marca os gols. O importante é ajudar o time a marcar", disse.
Dunga, por sua vez, minimiza a pressão sobre Ronaldinho, lançando atenção para o problema de calendário do jogador no pós-Copa. "Não é que eu esteja exatamente preocupado com ele. A minha preocupação é que ele não fez pré-temporada. É isso. É mais nesse aspecto de preparação", afirmou o treinador.
Sobre o adversário desta terça, o treinador brasileiro é só elogios. "Será um jogo difícil. O Equador vem crescendo muito e fez uma ótima Copa do Mundo", avaliou. Na Alemanha, os equatorianos foram eliminados nas oitavas-de-final.
Apesar do retrospecto da seleção sob o comando de Dunga - três vitórias e um empate em quatro jogos -, o treinador do Equador, o colombiano Luis Fernando Suárez, confia que sua equipe pode surpreender. "É neste tipo de partida em que o Equador deve dar mostras de seu talento, que o permitiu chegar aos Mundiais de 2002 e 2006", disse Suárez.
A confiança, no entanto, esbarra em desfalques importantes. O Equador não contará com o artilheiro Agustín Delgado, que após o Mundial afirmou que não iria mais jogar pela seleção, nem com os atacantes Carlos Tenorio e Ivan Kaviedes, lesionados. Também não jogarão o lateral Néicer Reasco, do São Paulo, devido a uma lesão, e os defensores José Luis Perlaza e José Aguirre.
O duelo contra o Equador não é o último compromisso da seleção em 2006. Há um amistoso agendado para 15 de novembro contra a Suíça, na Basiléia. O adversário será observado por Dunga. Após o jogo no estádio Rasunda, onde o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, o técnico não volta para o país. Junto do auxiliar Jorginho, ele fica na Europa para assistir ao amistoso entre Suíça e Áustria, países que vão sediar a fase final da Eurocopa em 2008.
BRASIL Gomes; Maicon, Lúcio, Juan e Adriano; Gilberto Silva, Dudu Cearense (Lucas), Elano e Kaká; Robinho e Fred Técnico: Dunga
EQUADOR Cristian Mora; Jairo Montaño, Iván Hurtado, Giovanny Espinoza, Paúl Ambrossi; Edwin Tenorio, Segundo Castillo, Antonio Valência, Edison Méndez; Felipe Caicedo e Félix Borja Técnico: Luis Fernando Suárez.
Local: estádio Rasunda, em Estocolmo (SUE) Horário: 15h (horário de Brasília) Árbitro: Stefan Johannesson (SUE)
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