O PSDB escolheu os nomes dos senadores Tasso Jereissatti (CE), Sérgio Guerra (PE) e Álvaro Dias (PR) para fazer parte da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará a Petrobras. Requerida por Álvaro Dias, a CPI teve sua criação lida em plenário na última sexta-feira (16/5) e tem como objetivo a investigação de possíveis irregularidades constatadas pela Polícia Federal na empresa, além da apuração de denúncias de sonegação fiscal e supostas irregularidades no repasse de royalties a prefeituras.
Os tucanos foram os primeiros a definir os nomes dos membros da comissão. Em seguida, o DEM também revelou os outros nomes da oposição. São eles: os senadores Heráclito Fortes (PI), Demóstenes Torres (GO) e ACM Júnior (BA).
Os dois partidos ainda devem negociar a retirada de um dos 6 nomes na oposição, pois eles têm direito a 3 titulares e 2 suplentes. Em troca, o partido que retirar um senador teria o direito de indicar um relator ou presidente na CPI. O total na CPI é de 11 titulares e a mesma quantidade de suplentes.
O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP) deve definir nessa tarde o nome dos membros do bloco governista. Sua intenção é que os líderes partidários sejam os membros da CPI. Para isso, ele ainda deve falar com líderes na tarde de hoje. O PMDB também deve anunciar os donos de suas três vagas titulares nesta terça.
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, falou hoje da intenção do governo de controlar a relatoria e a presidência da comissão. Isso seria possível contando os votos que a base possui na Comissão, mas quebraria a praxe da Casa de um dos dois cargos ficar com a base e o outro com a oposição.
"O Múcio está licenciado do Parlamento e essa é uma decisão autônoma do Congresso", disse Virgílio após a reunião. "Também fazia tempo que eu não via o presidente Lula agoniado assim, fora dessa coisa de paz e amor."
Álvaro Dias também criticou a postura governista. "Tratorar a oposição é um péssimo começo, porque chama para a briga."
O PSDB deve usar na negociação com o governo a cooperação na aprovação de 5 Medidas Provisórias que trancam a pauta no Plenário.
Virgílio ainda falou que a "tropa de choque" do governo não deve conduzir os resultados da CPI. Ele lembrou a CPI do Mensalão, que resultou no indiciamento de diversos congressistas e agora tramita no Supremo.