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27/05/2009 - 17h11

Justiça de SP começa a ouvir testemunhas de defesa de José Dirceu sobre mensalão

Bruno Bocchini e Elaine Patrícia Cruz
Da Agência Brasil
Quatro testemunhas de defesa do ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República José Dirceu são ouvidas nesta quarta-feira (27), na 2ª Vara Federal Criminal, em São Paulo. Os depoimentos fazem parte do processo judicial que investiga o pagamento de propinas a parlamentares em troca de apoio a iniciativas do governo no Congresso Nacional. O esquema ficou conhecido como mensalão.
  • Caio Guatelli/Folha Imagem

    José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, responde por corrupção ativa e formação de quadrilha



Réu no processo, o ex-ministro José Dirceu responde pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. Suas testemunhas de hoje são o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o ex-presidente do Banco Popular Ivan Guimarães, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que presidia a Câmara em 2005, e Roberto Marques.

Thomaz Bastos, primeiro a ser ouvido, voltou a afirmar que o mensalão não existiu. "Acho que a justiça vai ser feita. A minha convicção é de que não existiu o mensalão", disse.

Ao chegar, o ex-ministro afirmou que, se fosse questionado sobre a índole do ex-ministro José Dirceu, diria que "ele é um sujeito disciplinado, preparado, que nunca viu trabalhar menos de 12 horas por dia".

Outra testemunha que seria ouvida hoje, o secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais, Bernard Appy, que em 2005 era secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, teve o depoimento transferido para 1º de junho.

O advogado José Luiz de Oliveira Lima, que defende o ex-ministro José Dirceu, disse que encara o processo com total tranquilidade. Isso porque, segundo ele, "é fundamental a prova de acusação e defesa para demonstrar que, na verdade, a denúncia nada mais é do que uma peça de ficção da Procuradoria-Geral da República".

Ainda nesta quarta-feira deverão ser ouvidos Nelson Biondi, testemunha de defesa do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, acusado de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e Ricardo Baldassarini, testemunha de João Cláudio de Carvalho, ex-assessor do PP na Câmara dos Deputados, acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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