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17/06/2009 - 14h33

Ciro diz que especulações sobre sua candidatura em SP são "fofoca"

Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre

Ciro Gomes seria um bom governador para São Paulo?

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse hoje (17) em Porto Alegre que considera uma "fofoca" a possibilidade de ser candidato ao governo de São Paulo em 2010, mas que "respeita" as lideranças que sugerem sua candidatura e que, por isso, não pode descartar essa possibilidade


O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse hoje (17) em Porto Alegre que considera uma "fofoca" a possibilidade de ser candidato ao governo de São Paulo em 2010. "Estou chamando de fofoca, de especulação, porque nunca esteve em minhas cogitações. Minha missão é ser pré-candidato à presidência da República [pelo PSB]", disse ele. Ciro esteve na capital gaúcha a convite da Federasul (Federação das Associações Comerciais do Estado), para falar sobre a conjuntura econômica e política do país.

Ciro Gomes, no entanto, disse que "respeita" as lideranças que sugerem sua candidatura e que, por isso, não pode descartar a possibilidade. "Isso me impõe um passo para trás. Minha disposição de ser candidato à presidência segue firme, mas eu respeito algumas pessoas que estão falando sobre isso. Como o tempo permite, vamos ter que amadurecer essas coisas todas", completou o deputado.

A sugestão de que Ciro seja candidato ao governo de São Paulo partiu do deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) e logo recebeu apoio do presidente estadual do PSB, Márcio França, e dos deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). Ciro disse que respeita o grupo, por isso não pode descartar ainda a candidatura. "Posso ser convencido, em tese. Mas prefiro ser cabeça de lagartixa a ser rabo de jacaré", afirmou.

O parlamentar aproveitou a reunião na Federasul para mandar recados. Disse que representa um "incômodo" para algumas lideranças políticas e que o PSB não precisa "pedir permissão" a nenhum outro partido para participar do processo político. "Um grupo claramente está interessado nesse movimento [a candidatura ao governo de São Paulo] para me tirar do caminho. Ainda estou avaliando quem são essas pessoas, mas não é coisa pequena não", criticou.

O deputado afirmou, também, que a decisão sobre sua candidatura à presidência não está vinculada ao desempenho da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como pré-candidata do PT. "Isso não me faz mudar de ideia", garantiu. "Até porque hoje a tendência é que ela perca a eleição", completou.

Ciro, entretanto, advertiu que continua sendo um aliado do presidente Lula e que sua eventual candidatura à presidência não seria contra o governo. Ele defendeu duas candidaturas governistas - uma que represente a continuidade e outra que seja uma espécie de "consciência" do governo. "Não é possível reunir a base de apoio do Lula em uma candidatura só. Vocês jamais vão me ver com o Quércia ou com o Padilha no mesmo palanque", disse.

O deputado criticou as alianças que dão sustentação ao governo. "O Lula fez uma opção de sustentabilidade política dramaticamente heterogênea. Gato, sapato e galinha não garantem boas propostas eleitorais, daí só sai fisiologia", disse. E garantiu que pode ajudar o governo a vencer a disputa eleitoral de 2010. "Até porque meus votos, na hipótese de eu não ser candidato, vão para o PSDB", provocou.

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