O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) respondeu na noite desta segunda-feira (22) às cobranças feitas por senadores de medidas para moralizar a Casa. Ele garantiu que "ninguém será acobertado" e voltou a dizer que não sabia da existência de atos administrativos secretos.
"Ninguém vai acobertar ninguém"
"Ninguém vai acobertar ninguém. Ninguém vai evitar que qualquer um seja punido como deve ser. Agora cada um de nós tem um temperamento. Eu não fico jogando fogos de artifício sobre o que estamos fazendo. Estamos todos envolvidos nesse processo", disse.
Sarney ressaltou a exoneração do ex-diretor Agaciel Maia e o diretor de recursos humanos João Carlos Zoghbi, após denúncias. Disse que "as providências estão sendo tomadas" e que o Senado "está no caminho certo".
"Com os inquéritos, as auditorias, nós temos feito tudo o que é possível. Estou apenas aguardando o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) chegar aqui para que a gente possa então tomar as medidas relativas ao resultado que foi obtido com a abertura do processo do que foi chamado atos secretos dessa Casa".
Primeiro secretário da Mesa Diretora, Heráclito deverá apresentar nesta terça o resultado da comissão que investiga a parte administrativa do Senado.
Sobre os atos secretos, que seriam usados para criação de cargos e aumento de salários, Sarney voltou a dizer que desconhecia sua existência. "Ninguém mais do que eu ficou surpreso quando se falou em ato secreto nesta Casa. Eu não sabia".
O peemedebista disse que não foi eleito presidente da Casa para "ficar submetido a procurar nas despensas ou limpar o lixo das cozinhas", mas sim para presidi-la politicamente. Ressaltou ainda que "nenhum dos senadores tem mais interesse do que ele" em ver o Senado com melhores padrões administrativos.