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22/06/2009 - 18h52

Senador Cristovam Buarque defende afastamento de José Sarney

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu nesta segunda-feira (22) que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), licencie-se do cargo por um período de dois meses para voltar em "um momento diferente" da Casa.

Senadores pedem demissão do ex-diretor Agaciel Maia

Em discurso na tarde desta segunda-feira (22) sobre a crise no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM) afirmou que, em sua opinião, o ex-diretor da Casa, Agaciel Maia, não agiu sozinho, mas teve algum senador "atrás dele". Em apartes, outros senadores cobraram medidas moralizadoras na Casa e também defenderam a demissão do ex-diretor


Em discurso no plenário, Cristovam afirmou que Sarney "não está conseguindo liderar" os senadores na procura de uma solução para a crise moral da Casa. "Eu creio que se o vice-presidente Marconi Perillo (PSDB-GO) assume a liderança por alguns meses nesta casa, ele pode nos dar uma velocidade diferente. E o senador Sarney volta em um momento novo desta Casa."

Cristovam sugeriu uma licença de dois meses do presidente, que tomaria a decisão "de sua própria vontade". "Estou fazendo apenas uma sugestão. Se ele aceita essa sugestão, a gente começa a ter um novo clima para buscar as soluções que precisamos".

Para o senador do PDT, o peemedebista "contribuiria mais" participando dos debates "do que presidindo a Mesa e tendo que se defender". "Ele sentado aí com a experiência que ele tem, ele pode dar uma contribuição maior do que a contribuição presidindo a Mesa, diante desse fogo cerrado que está recebendo todos os dias e que vamos continuar recebendo".

Na opinião de Cristovam, a velocidade com que Sarney tem tomado medidas para contornar a crise do Senado não é a adequada. E diz que os parlamentares precisam discutir não apenas o problema de passagens aéreas, seguro médico, nomeações, mas o problema "estrutural" da Casa. "Hoje não é orgulho ser senador. Se alguém me apresenta como professor, eu tenho mais credibilidade que como senador."

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