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25/06/2009 - 18h23

"Se Sarney renunciar hoje, termina isto", diz Simon sobre crise do Senado

Do UOL Notícias
Em São Paulo
No seu pronunciamento mais veemente desde o início da recente onda de denúncias que se abateu sobre o Senado, Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou nesta quinta-feira (25) que o noticiário negativo acabará se o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), renunciar ao cargo.

Denúncias de favorecimento a parentes do ex-presidente da República e de atos irregulares praticados por Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado e apadrinhado de Sarney, geraram uma crise que poderá se tornar "institucional", conforme declarou mais cedo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após mostrar uma série de cópias de reportagens publicadas nas últimas semanas, Simon, que já defendia a licença do político maranhense da presidência do Senado, bradou, da tribuna: "Se José Sarney renunciar, termina isto".

VEJA TRECHOS DO DISCURSO


Simon, que foi ministro do governo Sarney (1985-1990), disse também que a decisão do presidente do Senado de permitir ao primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), que indicasse dois novos diretores nesta semana demonstram o seu cansaço.

"No momento que ele entrega ao primeiro-secretário a escolha do diretor-geral e etc ele já está mostrando que quer se afastar. Se afaste e nós vamos partir para decidir", afirmou Simon.

"Ele (Sarney) não quer. Se eu sou presidente, o diretor-geral eu vou indicar. E ele fez questão de dizer que quem indicou foi Vossa Excelência (Heráclito). O que ele está dizendo com isso? 'Eu cansei. Eu não quero ser (presidente)'", afirmou.

O senador gaúcho também disse ser a favor de um "movimento de endeusamento do Sarney, (mas) fora da presidência do Senado". Ele avalia que seu "bom amigo" deveria se afastar "para o bem dele, da família dele, da sua história e desse Senado", o que não significaria que ele tem culpa pelas denúncias.

"Pelo contrário, a saída é ato de grandeza, ato importante de quem para fazer isso tem a tranquilidade. De quem fez muitas coisas boas fez e a má-fé não faz parte de seu programa", concluiu.

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