O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje (1º) o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que enfrenta uma série de denúncias e está sendo pressionado pelo DEM, PSDB e PDT a se afastar do cargo.
Você acha que Sarney deveria se afastar?
"As soluções têm que visar ao interesse das instituições democráticas. Não adianta intervenção para este que é um problema antigo. Que se mude as regras, mas não se pode debitar os problemas apenas a um personsagem, tendo em vista as eleições de 2010", disse Jobim, durante apresentação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.
JOBIM E ROSEANA DEFENDEM SARNEY
O ministro também lembrou o papel que Sarney teve na redemocratização do país e pediu lucidez aos senadores neste momento em que a Casa é alvo de denúncias.
Mais cedo,
a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), falou rapidamente com a imprensa sobre a crise no Senado e disse que o pai está sendo feito de bode expiatório.
"A responsabilidade tem que ser de todos os senadores, inclusive minha, que já fui senadora e me incluo também. Tem um ditado que diz que dance quem dance, quem dá pulo é José. Ele está sendo responsabilizado por tudo", afirmou Roseana.
O presidente do Senado reuniu-se com líderes do governo e familiares em sua residência em Brasília para discutir a crise. O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) também esteve no local.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou após o encontro que a opinião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise do Senado tem "peso muito grande", mas que a decisão da bancada compete aos senadores.
O PT reúne-se na tarde de hoje para discutir o caso, mas uma definição pode vir a ser anunciada somente após a chegada de Lula ao país, vindo da Líbia, o que só deve ocorrer à noite.
Até agora,
quatro partidos se manifestaram pela saída temporária de Sarney do cargo -PSOL, PSDB, PDT e o aliado DEM.