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01/07/2009 - 21h54

PT cobra responsabilidade do DEM, que nega ter parlamentares sob acusação

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília
Ao falar sobre a crise no Senado, após reunião da bancada do PT com o senador José Sarney (PMDB-AP), na noite desta quarta-feira (1), Aloizio Mercadante isentou o peemedebista de ser o único responsável pela situação e ressaltou a contribuição do DEM para os problemas. O líder petista no Senado lembrou que o partido de oposição ocupa a Mesa Diretora, que cuida da gestão da Casa.

PT recua e discute permanência de Sarney

Após reunião com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na noite desta quarta-feira (1º), a bancada do PT passou a trabalhar com a hipótese de permanência do peemedebista no cargo. O líder petista no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse que "não vê espaço para uma licença temporária", como foi sugerido pela bancada na manhã de hoje. A renúncia também não é vista como uma boa solução pelos petistas


"A responsabilidade pela crise no Senado não pode ser debitada exclusivamente ao presidente Sarney. Isso não é justo. Nestes 14 anos de atos secretos ele governou por quatro anos. E os outros dez anos? E a primeira-secretaria do Democratas, que todo esse período tinha o controle da gestão do Senado, da vida administrativa do Senado?", disse Mercadante. "Como é que o Democratas pode simplesmente dizer que não tem nenhuma responsabilidade pelo que passou?"

O petista lembrou que o DEM apoiou a eleição de Sarney para a presidência do Senado, no início deste ano. O peemedebista ocupa o cargo pela terceira vez, depois de passar pela presidência entre 95 e 97 e 2003 e 2005. Para as eleições de fevereiro, o PT apresentou candidato próprio, o senador Tião Viana. "Nós não elegemos o presidente Sarney, nós queríamos exatamente a reforma do Senado, mas perdemos a eleição."

O líder do DEM, José Agripino (RN), disse que é correto dividir as responsabilidades, mas destacou que seus parlamentares não estão "sob investigação". "Tem que dividir a responsabilidade com a Mesa Diretora toda, porque os atos administrativos são referendados ou decididos por reunião do colegiado. O que eu acho é que está se procurando agora, em uma tentativa de fuga, alguma explicação para pessoas que não estão incriminadas".

"Não tem ninguém do Democratas, não tem nenhum primeiro secretário do Democratas sob acusação. Outras pessoas ou outros fatos estão sendo objeto de investigação ou acusação. Qual é o primeiro secretário que está sendo acusado e de quê?", afirmou, referindo-se ao senador Heráclito Fortes (PI), que ocupa atualmente a função.

Nesta terça, Agripino já tinha sido questionado sobre a responsabilidade de Heráclito e Efraim Morais (PB) sobre atos administrativos que foram mantidos em sigilo, apesar de servirem para criar cargos e aumentar salários. Efraim também ocupou a primeira secretaria do Senado.

"Por que defender o senador Efraim? Ele está sendo acusado de quê? A atuação do senador Efraim, ao que me consta, é correta. E o senador Heráclito tem agido com muita eficiência e muita isenção. Estamos orgulhosos do desempenho dele na primeira secretaria", disse.

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