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02/07/2009 - 12h16

Em reunião com Gilmar Mendes, Sarney diz que "crise política se resolve com política"

Piero Locatelli*
Do UOL Notícias
Em Brasília

Sarney enquadra PT, que recua sobre saída; bancada aguarda posição de Lula

  • O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, afirmou nesta quinta (2) que "políticos brasileiros sabem superar crises"

  • Sarney não quer afastamento, diz Mercadante; após reunião ontem na casa do presidente do Senado, a bancada petista decidiu trabalhar com a hipótese de permanência no cargo; posição final pode sair hoje à noite em encontro com Lula


Em meio à crise que pode levá-lo a deixar o cargo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se reuniu com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Gilmar Mendes, na manhã desta quinta-feira (2). Segundo o ministro, Sarney não cogita a renúncia e não cabe ao Supremo se manifestar sobre a crise no Legislativo.

"Não se cogitou isso [a renúncia]. Ele me relatou a evolução dessa questão [a crise] e disse o que eu tenho dito: que crise política se resolve com política", disse o ministro após a reunião. "Não vou emitir juízo sobre essas questões políticas do âmbito do Senado."

A crise tem deixado o Judiciário desfalcado. O atraso nas votações está impedindo a ratificação de indicações para a Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que devem ser feitas pelo Senado Federal.

Segundo Gilmar, a crise pode estar retardando as indicações, mas a Justiça "continua trabalhando".

Segurança reforçada no Senado
José Sarney chegou hoje ao Senado sob reforços no esquema de segurança. Ontem (1º), o presidente da Casa foi cercado por jornalistas na saída do edifício.

Cordões de isolamento foram colocados em todo o caminho até a entrada no gabinete da presidência e os seguranças passaram instruções rígidas a fotógrafos: "não fiquem em cima do presidente", foi a ordem.

Sem poder chegar perto do peemedebista, os jornalistas pediram para Sarney dar alguma declaração sobre a crise no Senado, mas o presidente limitou-se a dizer "bom dia", acenar e sorrir para as câmeras, antes de entrar direto em sua sala, cercado por seguranças.

*Com informações de Claudia Andrade

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