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09/07/2009 - 16h01

Ministério da Cultura nega favorecimento à Fundação Sarney

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília
O Ministério da Cultura negou nesta quinta-feira que tenha favorecido a Fundação José Sarney na escolha para captação de recursos via lei Rouanet. A assessoria de imprensa da pasta informou que o projeto da entidade foi analisado ao longo de quatro meses, período habitual de estudo dos pedidos.

A liberação para captação de recursos ocorreu em 2005 e o prazo encerrou-se no último dia 30 de junho. A fundação tem até o final deste mês para prestar contas sobre a utilização dos recursos.

Depois disso, o ministério terá ainda seis meses para analisar a prestação de contas da fundação. Caso seja verificada alguma irregularidade, a apuração deverá ser feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Nenhuma nota oficial foi divulgada pelo Ministério da Cultura, que passou as informações para a imprensa de forma preliminar.

Reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" desta quinta-feira afirma que houve desvio de verba captada com a Petrobras pela Fundação Sarney. O projeto de digitalização do acervo previa a captação de R$ 1,34 milhão. Segundo a denúncia, pelo menos R$ 500 mil teriam sido desviados para empresas fantasmas.

Em nota, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou que é presidente de honra e fundador da instituição que leva seu nome, mas que não participa de sua administração "nem tem responsabilidade sobre ela".

"Os esclarecimentos das acusações publicadas na imprensa deverão ser prestados pelos administradores legalmente constituídos", diz a nota.

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