Atualizado às 16h21O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou hoje que as funções das forças policiais ao coibir crimes não serão afetadas pela ampliação da atuação das Forças Armadas para a segurança pública, como prevê a Lei Completar 97.
Dois homens morrem no RJ
Dois homens apontados como traficantes de drogas morreram durante confrontos com policiais civis e militares na manhã desta sexta-feira nas favelas de Acari, zona norte do Rio, e Vila Aliança, em Bangu, zona oeste
"Apenas será preenchido o vácuo, na ausência dos policias, principalmente em áreas de fronteira e na Amazônia".
Tarso Genro disse também que os militares da Marinha, Exército e Aeronáutica poderão, nessas circunstâncias, fazer flagrantes, revistar suspeitos e apreender armas e drogas.
O ministro participou na manhã de hoje de encontro reservado com representantes do Fórum de Segurança Pública em São Paulo, uma organização não governamental que estuda os níveis de violência e debate soluções para melhor combater esse problema no país.
Fontes de recepçãoTarso defendeu que a melhor forma de evitar a entrada ilegal de armamentos pesados no país é "acabar com as fontes de recepção" dos criminosos por meio de ações combinadas entre forças policiais e de inteligência.
Para o ministro, é necessário atuar, sobretudo, nos locais onde há a atuação das facções criminosas como no Rio de Janeiro. "No Rio de Janeiro em que existe estrutura de recepção criminosa organizada que ocupa um território, ela tem de ser dissolvida e [estes espaços] têm que ser ocupado pelo estado", disse o ministro logo após participar de encontro do Fórum de Segurança Pública.
Sem citar detalhes, Tarso Genro informou que nos próximos dias deve ser divulgada uma pesquisa com estatísticas sobre a violência, realizada pelo Fórum, em que o Rio de Janeiro aparece em colocação intermediária, no ranking nacional.
Ele reconhece, porém, que há problemas graves de segurança pública no estado e espaços ocupados por quadrilhas. Para combater esses criminosos, o ministro acha que além da atuação do Estado é necessário desenvolver políticas preventivas para evitar que jovens sejam atraídos por organizações criminosas.