Candidato ao Senado no RS de partido de vice de Alckmin apoiará Bolsonaro

Filipe Strazzer

Porto Alegre

  • Divulgação

    Luiz Carlos Heinze (PP-RS) entrou na vaga de Ana Amélia, candidata a vice-presidente de Geraldo Alckmin

    Luiz Carlos Heinze (PP-RS) entrou na vaga de Ana Amélia, candidata a vice-presidente de Geraldo Alckmin

Embora integre a chapa do tucano Eduardo Leite ao governo gaúcho, o candidato do PP ao Senado no Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze, anunciou na tarde desta quarta-feira, 12, o apoio ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Além do apoio estadual, o PP é também o partido de Ana Amélia, candidata a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin. Ana Amélia é senadora pelo Rio Grande do Sul.

Heinze justificou a decisão afirmando que as suas bases eleitorais exigiram posição, e disse que irá utilizar seu espaço no horário de TV para manifestar apoio ao presidenciável.

"Eu vou colocar ao povo do Rio Grande, no horário que eu tenho, que estou apoiando Jair Bolsonaro para presidente. Isso vai aparecer na minha propaganda sim", afirmou o candidato. Segundo ele, um comunicado está sendo preparado para "dizer sua posição" no horário eleitoral. O candidato tem 1min20 de propaganda.

Heinze já havia declarado apoio ao presidenciável do PSL quando ainda era pré-candidato ao governo gaúcho, em junho. Os planos dele mudaram quando Ana Amélia Lemos (PP-RS), então candidata à reeleição no Senado, aceitou concorrer a vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin, em agosto. Como parte do acordo, o PP gaúcho retirou a candidatura de Heinze ao governo do Estado para apoiar Eduardo Leite (PSDB) e deixou o candidato com a vaga da senadora.

O candidato afirmou que não está preocupado com uma possível perda de votos ou com um racha no partido em decorrência de sua posição. "Tenho respeito pela senadora Ana Amélia. Assim como lá atrás ela quis apoiar a Manuela (D'Ávila - PCdoB - à prefeitura de Porto Alegre, em 2012), foi opção dela", disse.

O deputado federal também disse que já avisou o partido sobre sua posição - o PP nacional fechou com Alckmin - e até citou o presidente nacional da sigla para justificar sua decisão. "Ciro Nogueira, por exemplo, no Piauí está apoiando o Lula. Eu não tenho de estar atrelado a essas posições (do PP por Alckmin). Eles respeitam minha opinião", afirmou.

O candidato não deve comparecer a eventos com Geraldo Alckmin ou Ana Amélia, mas disse continuar apoiando Eduardo Leite ao governo do Estado. Na última pesquisa Ibope, divulgada no dia 7 de setembro, Heinze aparecia com 8% das intenções de voto, em quarto lugar.

Por meio de nota, o presidente estadual do PP gaúcho, Celso Bernardi, afirmou que "posições individuais devem ser respeitadas", mas ressaltou que Heinze aprovou todas as decisões do partido. "Os candidatos do Progressistas tanto em nível nacional, quanto estadual foram aprovados nas respectivas convenções, sem nenhuma contestação formal, sendo que o deputado Luis Carlos Heinze participou de ambas", diz a nota.

Procurada, a senadora Ana Amélia não quis se manifestar.

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