Assessor citado em denúncia sobre Casa Civil deixa cargo
Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília
Lula diz que "pega bandido" e que denúncias acabam depois das eleições
O assessor da Secretaria-Executiva da Casa Civil Vinícius de Oliveira Castro pediu para ser exonerado nesta segunda-feira (13), em Brasília. Castro foi citado, em reportagem publicada neste final de semana pela revista Veja, como participante de um suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo.
Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, é braço direito da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Antes de suceder a presidenciável na pasta, Erenice era sua secretária-executiva. Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, Erenice pediu para ser investigada pela Comissão de Ética Pública e ofereceu seus sigilos bancário, telefônico e fiscal para investigação.
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Em nota, a Casa Civil informa a saída do servidor e o repúdio dele a "todas as acusações", mas não explica o porquê da decisão de sair do cargo.
Segundo a revista, Israel Guerra, filho da ministra Erenice Guerra, receberia dinheiro para intermediar contratos milionários entre empresários e órgãos do governo. A ministra nega a acusação.
Envolvimento no caso
A participação do servidor, de acordo com a revista Veja, era indireta. A mãe de Vinícius Castro, Sônia Castro, era uma das sócias na empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, de Israel Guerra.
Capital era uma das empresas supostamente beneficiadas no esquema. Segundo a revista, a Capital receberia uma taxa de 6% em caso de "êxito" na prestação dos serviços.
Oficialmente, a Capital estava registrada em nome de Saulo Guerra, outro filho de Erenice, e de Sônia Castro, mãe de Vinícius Castro, assessor da secretaria-executiva da Casa Civil.
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