Erenice Guerra anuncia processo contra revista Veja
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Lula diz que "pega bandido" e que denúncias acabam depois das eleições
A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, anunciou em nota na tarde desta segunda-feira (13) que irá processar a revista Veja por conta das denúncias feitas na edição dessa semana. A ministra contratou o escritório de advocacia Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano e Renault Advogados Associados para atuar nas ações judiciais contra o que chamou de "calúnias" publicadas pela revista Veja desta semana.
As denúncias foram contestadas por meio de nota à imprensa. Na nota, Erenice nega todas as acusações e classifica a matéria de “caluniosa” e de ter "fins eleitoreiros".
Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, é braço direito da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Antes de suceder a presidenciável na pasta, Erenice era sua secretária-executiva. Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, Erenice pediu para ser investigada pela Comissão de Ética Pública e ofereceu seus sigilos bancário, telefônico e fiscal para investigação, além dos de seu filho Israel, também acusado de participação no esquema. A Comissão decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar a conduta da ministra.
Na manhã desta segunda-feira (13), o assessor da Secretaria-Executiva da Casa Civil Vinícius de Oliveira Castro pediu para ser exonerado do cargo. Castro foi citado, em reportagem publicada neste final de semana pela revista Veja, como participante de um suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo.
Histórico do caso
Erenice teria atuado para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de propriedade de seu filho Israel Guerra. Segundo a revista, Erenice se encontrou quatro vezes, fora da agenda oficial, com o empresário Fábio Baracat, ex-sócio da MTA Linhas Aéreas, que atua com transporte de correspondências. O empresário negou as informações.
À Veja, a ministra negou a denúncia. A revista afirma ainda que depois dos encontros com Erenice, intermediados por Israel Guerra, a MTA conseguiu contratos no valor total de R$ 84 milhões com os Correios --destes, R$ 5 milhões foram para a empresa.
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