Erenice Guerra pede para ser investigada pela Comissão de Ética Pública
Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília
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Elza Fiúza/Agência Brasil
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A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, entrou nesta segunda-feira (13) com uma solicitação na Comissão de Ética Pública da Presidência da República para que seja instaurada uma investigação sobre sua conduta em relação às notícias publicadas pela revista Veja desta semana.
No documento enviado à comissão, a ministra reafirma sua disposição de abrir seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, se necessário, e também de seu filho Israel Guerra.
Segundo a reportagem, Erenice teria atuado para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de propriedade de seu filho Israel Guerra e montado no Palácio do Planalto uma central de lobby, cobrando de empresários interessados em fazer negócios com o governo propina de 6%. Na nota, Erenice nega todas as acusações e classifica a matéria de “caluniosa” e de ter "fins eleitoreiros".
Segundo a revista, depois dos encontros com Erenice, intermediados por Israel Guerra, a MTA conseguiu contratos no valor total de R$ 84 milhões com os Correios --destes, R$ 5 milhões foram para a empresa.
Erenice é braço direito da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Antes de suceder Dilma na Casa Civil, Erenice era sua secretária-executiva.
Em nota divulgada neste sábado (11), a ministra rebateu as acusações da revista.
Confira o embate Dilma x Serra
“Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar medidas judiciais para a reparação necessária. E assim o farei”, disse.
“Lamento que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos”.
Confira a nota na íntegra:
Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:
1) Procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos - tanto eu quanto os meus familiares - as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;
2) Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar medidas judiciais para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;
3) Como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, à disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;
4) Lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.
Brasília, 11 de setembro de 2010.
Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
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