Senado propõe plebiscito sobre desarmamento para 1º domingo de outubro
Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), apresentou nesta terça-feira (12) um projeto de decreto legislativo para realizar um plebiscito no 1º domingo de outubro (no caso, 2 de outubro) sobre comercialização de armas e munição. O anúncio foi feito mais cedo, ao final da reunião com os líderes partidários.
“Vou apresentar que no 1º domingo de outubro [haja] um plebiscito, não referendo -- referendo seria para aprovar algo que já existe e o plebiscito é para consultar se podemos ou não modificar a lei que já existe tornando livre a venda de armas", disse.
De acordo com Sarney, os eleitores de todo país iriam às urnas responder a seguinte questão: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Caso vença a proibição, o Congresso pretende agilizar a elaboração de um projeto para modificar a lei e o que foi referendado em 2005.
“[A pergunta] é muito direta e diz respeito às armas. No referendo passado, já existia na lei a proibição e a população foi contra. A partir do plebiscito podemos modificar a lei no Congresso”, declarou o senador peemedebista.
“A decisão popular que aprovou a venda de armas no país, devemos modificar isso. Acho que foi um erro e a população foi induzida ao erro porque estamos verificando que a venda de armas no país de nenhum modo alcançou o que julgavam, garantir segurança ao cidadão. Ao contrário, torna-o mais vulnerável porque, cada um que tem arma passa a ser objeto de procura dos bandidos e infratores para com essa arma cometer crimes que a sociedade tanto repudia”, afirmou o líder.
As 27 assinaturas para que o projeto comece a tramitar já foram recolhidas e o texto foi lido em plenário na noite de hoje. O projeto vai agora ser examinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser votado. Se for aprovado pelo Senado, o projeto ainda será submetido à apreciação da Câmara dos Deputados e do Senado. Se aprovado, vai à sanção presidencial.
Em 23 de outubro de 2005, em consulta popular sobre o mesmo assunto, a maioria da população brasileira rejeitou a proibição. O tema voltou a ser discutido no Senado após o assassinato, ocorrido na semana passada, de 12 estudantes da escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro. O crime foi cometido por um ex-aluno, que em seguida se suicidou.
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