Considerado foragido da polícia, vice-prefeito de Campinas anuncia afastamento do Ceasa
Maurício Simionato
Especial para o UOL Notícias
Em Campinas (SP)
Depois de ter um mandado de prisão ordenado pela Justiça e ser considerado foragido pela polícia, o vice-prefeito de Campinas (93 km de SP), Demetrio Vilagra (PT), anunciou nesta segunda-feira (23), via Twitter, o seu afastamento da presidência do Ceasa (Centrais de Abastecimento de Campinas), considerada a 4ª maior do país e com um orçamento anual de R$ 53 milhões. A presidência do Ceasa é um cargo político preenchido por indicação do prefeito.
Além do vice-prefeito, dois dos principais secretários do governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), Francisco de Lagos (Comunicação) e Carlos Henrique Pinto (Segurança) ainda são considerados foragidos.
Vilagra, em viagem de férias na Espanha, deve chegar ao Brasil nesta terça-feira, diz a assessoria da prefeitura.
A primeira-dama e chefe do gabinete do prefeito, Rosely Nassim Jorge Santos, também aparece nas investigações do Ministério Público sobre supostas fraudes em contratos públicos. No entanto, ela conseguiu uma liminar no dia 9 de maio no Tribunal de Justiça que impede que seja presa. Ela nega o envolvimento.
Foram 20 mandados de prisão, que resultaram na prisão de 11 pessoas na sexta-feira (20) -- e não 12 pessoas como havia sido divulgado oficialmente na sexta pela polícia.
Impeachment do prefeito
A Câmara Municipal analisa na noite desta segunda-feira (23) um pedido de impeachment protocolado na sexta por vereadores do PSDB -- que fazem oposição ao governo de Dr. Hélio.
Esta marcada ainda para hoje às 19h uma manifestação em frente à prefeitura para pedir o impeachment do prefeito, que deve dar uma entrevista coletiva também nesta segunda.
Partidos da base aliada do prefeito (PCdoB, PDT, PT, PMDB, PSD, PPS, PTB, PRP e PSC) divulgaram nota no sábado na qual defendem o prefeito e chamam as ações de “arbitrárias”.
Em outro trecho, os partidos aliados insinuam que a operação tem como objetivo “antecipar de forma ilegítima o calendário político partidário de 2012”.
“Pela própria manifestação do Ministério Público está claro, que não há vínculo do prefeito com as investigações, portanto repudiamos qualquer iniciativa da abertura de Comissão Processante na Câmara dos Vereadores”, diz a nota dos partidos aliados.
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